29.09.2015 | 00h00
Por conta de uma mudança no estilo de vida, que coloca o trabalho por vezes em primeiro lugar, as pessoas perderam a percepção do quanto o amor é importante. Não enxergam mais o próximo como irmão. Não se doam mais para ajudar o semelhante. Esquecem que no lugar daquele que sofre e é marginalizado, poderia estar um familiar ou até mesmo ele próprio. Hoje vale mais ter do que ser. E nesta máxima, as pessoas vivem relacionamentos superficiais. Não querem se ver envolvidos demais, não querem dividir problemas, angústias, sofrimento. Mas evitar laços mais fortes e profundos também têm seus reflexos.
Essas consequências podem trazer danos físicos e psicológicos. Sentir-se amado e poder dar amor é a forma mais sublime de estar em contato com o divino. Pessoas que não amam e não são amadas, ingressam no mundo das drogas, se tornam consumidoras compulsivas de álcool, subestimam o valor da vida, menosprezam valores que poderiam garantir uma sociedade mais justa e equilibrada. Além disso, não raro, sofrem com depressão. Não é à toa que estimativas mostram que atualmente 30% sofrem desta doença em todo o mundo.
A depressão, se não diagnosticada a tempo, pode ter um desfecho fatal: o suicídio. E o que é preciso para detectar que uma pessoa está doente? Amor. Olhar o outro, perceber sinais de que algo não está certo. Ter a compaixão de interferir e levar o doente ao encontro de um médico que possa tratá-lo. E os sinais são muito claros. O nosso olhar é que não está voltado para o que deveria estar. Quem sofre com a depressão demonstra um estado de tristeza que nunca passa, tem problemas de insônia, não come direito ou se alimenta em excesso, pensamentos mórbidos estão sempre presentes, há melancolia misturada com momentos de euforia e a necessidade de impor sofrimento a si mesmo (autoflagelação). Diante de todo este quadro, o sistema imunológico também fica comprometido e o depressivo fica doente com mais facilidade e frequência.
Se tivéssemos o cuidado de zelar pela vida do irmão, muitas mortes poderiam ter sido evitadas. Um exemplo é o caso do cantor Thiago Souza, 31 anos, que encontrou a morte ao se jogar do Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães. Ele tinha um histórico depressivo, porém não passava por tratamento. Uma semana antes de morrer, Thiago tinha tentado colocar fim à sua vida pela ingestão de medicamentos. Foi salvo por uma equipe médica. O que faltava a Thiago? O que o levou a atentar contra a própria vida?
É hora de pararmos um pouco essa rotina ensandecida que toma conta de todos os lares e passar a olhar com mais cuidado nossos familiares. Vamos nos tornar curadores de almas. Ame o seu semelhante como a você mesmo. Espalhe amor, afinal de contas um pouco mais de carinho e atenção podem mudar o mundo. Nunca subestime o poder de cura deste sentimento tão nobre.
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