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22.05.2004 | 03h00

Onde está o conhecimento, que perdemos com a informação?

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Analisando algumas pesquisas que explicam a gestão da informação, percebi que estamos emaranhados em uma rede de dados que não sabemos como e para que usar. Não são os dados que dão valor ao conhecimento, mas os resultados das informações aproveitadas.

T.S. Eliot nos apresenta para os dias de hoje uma resposta para a questão, que é título deste artigo, em seu poema "The Rock", datado de 1934. Como que com uma premonição sobre o que vinha pela frente no século XXI indaga: "Onde está o conhecimento, que perdemos com a informação ?" (Collected Poems, Faber and Faber, 1963, pág. 161).

Segundo uma pesquisa publicada pela Agência de Notícias Reuters, um terço dos gestores recebe enormes quantidades de informação não solicitada; os demais gestores de empresas de diversas dimensões e diversos departamentos afirmam necessitar de altos níveis de informação para um desempenho efetivo; mas 49% sentem com freqüência ou quase sempre que não conseguem lidar com o volume de informação que chegam a suas mãos.

Milhões de informações podem não representar nenhum conhecimento. Vamos então parar para pensar, se existe informação demais e desempenho de menos o que estaria ocorrendo? Existem muitas formas de se encarar o que chamamos de informação, qualquer dado é, em si informação, se uma buzina tocar, isso é uma informação, talvez irrelevante para um gestor de empresas, mas se ele é motorista, talvez a buzina naquele momento seja importante para ele. Acredito que o grande desafio da gestão da informação é saber qual dado pode ser útil para você neste momento.

Ouvimos falar que os executivos estão estressados com tanta notícia recebida, que isso ocorre em função da facilidade de comunicação entre as pessoas (e-mail, celular, internet, etc.), mas isso acontece principalmente porque não conseguimos filtrar o que é importante para nós. Passamos então a acumular uma série de informações que não são conhecimento, pois não servem para nada, veja os dados:

Dos gestores que reportaram a existência de excesso de informação, 61% deles reportaram que suas atividades sociais eram canceladas por causa da necessidade de lidar com o excesso de dados; 60% dizem que estão demasiados cansados para realizarem atividades de lazer; 49% dos gestores trabalham até tarde freqüentemente ou levam trabalho para casa como resultado de terem de lidar com tanto assunto.

Se pensarmos em mensurar o custo de administração do estresse dos líderes, das ausências por causa de doenças oriundas do estresse, da organização das informações chegaríamos a conclusão que é muito melhor trabalhar num nível mais baixo de atualização, pois ao invés de resolver problemas,de dar respostas, o fenômeno conhecido como "Information Overload" gera problemas em escala gigantesca.

As ferramentas para resolver isso ainda são desconhecidas pela maioria, já que a cobrança continua para que sejamos bem informados. Porém, pensei (com os meus botões, que são silenciosos e não geram nenhum novo dado) e cheguei a algumas conclusões. Primeiro, se tivermos uma boa formação acadêmica, teremos maiores habilidades para separar a informação relevante (a que é essencial para as tarefas a realizar), de outra que, não importa o quão interessante seja, não é necessária para a situação específica.

Segundo, uma pré-análise mais efetiva e uma maior filtragem seria viável, de modo que os gestores recebam apenas o que necessitam saber para realizar seu trabalho eficazmente.

Em terceiro lugar, a melhoria das competências de comunicação de modo a cortar informação desnecessária; e por último, ser reflexivo, exercitar a introspecção é importante, pois muitas respostas já estão prontas e só precisam ser buscadas em algum lugar da nossa mente.

Márcia Verruck Tortola é coordenadora da Comissão de Negócios e Tecnologia da BPW Cuiabá (Business Professional Women) e Diretora do Instituto Agricon de Educação Executiva/FGV Management

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