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DEU EM A GAZETA 25.01.2026 | 07h58

241 mulheres escaparam da morte e convivem com o medo

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FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL

FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL

Conviver com o medo constante, mudar de endereço e literalmente se esconder tem sido a realidade de mulheres que quase foram mortas pelos companheiros. No ano passado, o número de tentativas de feminicídio chegou a 241, um aumento de 40,94% em comparação com o ano de 2024, quando as ocorrências alcançaram 171 registros.

 

Os dados estão disponíveis no portal do Ministério da Justiça e apontam 1.282 vítimas de tentativas de feminicídio desde 2019. Houve um aumento de 111% nos casos desde então. No mesmo período, 337 mulheres morreram no estado vítimas de feminicídio, 53 delas apenas no ano passado. As mortes de mulheres cresceram 35,8% em Mato Grosso desde 2019.

 

Maria é o nome fictício da personagem desta entrevista, que hoje se esconde do pai de seus dois filhos, de 11 e 14 anos. A mulher, que aceitou contar sua história sem ser identificada, também carrega no corpo marcas da violência sofrida ao longo de quase duas décadas de relacionamento. Por centímetros, não teve o pulmão perfurado por uma das cinco facadas desferidas pelo ex-esposo. Esta foi apenas uma das inúmeras violências sofridas por Maria.

 

"No início da nossa relação parecia até um conto de fadas, eu era presenteada, me sentia amada. Mas eu ignorava os sinais. Ele era muito ciumento, acabei me afastando das amigas e até mesmo da família. Vieram os xingamentos, os empurrões e todas as outras agressões. O pior de tudo é a marca que fica na alma; você é tão agredida psicologicamente que acaba achando que é vítima de violência porque fez algo para merecer", disse.

 

A vítima conta que se sentia impotente e não conseguia sair daquele cenário. Os filhos menores, a falta de independência financeira e a esperança de que o ex iria mudar eram condições que a impediam de denunciar. Foi só na última agressão, que quase lhe custou a vida em 2024, que veio o basta na violência.

 

"Se não tivesse essa coragem, tenho certeza de que hoje meus filhos não teriam a mãe ao lado deles. Hoje convivo com o medo, medo de ser morta, não durmo direito, sempre estou vigilante. Mudei de endereço, refiz a minha vida e a dos meus filhos por medo. Você sai do cenário da violência, mas carrega consigo para sempre as cicatrizes. Não sei se um dia as nossas vidas voltarão ao normal, mas cada dia encaro como uma vitória", completou.

 

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