no carro com crianças 30.03.2026 | 15h30

maria.klara@gazetadigital.com.br
Reprodução
A fisioterapeuta Aline Petri, 31, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio, fez um desabafo emocionante nesse domingo (29) após receber alta médica e revelou o impacto do crime na própria vida e na dos filhos. O crime ocorreu na noite de sexta-feira (27), em Sorriso (420 km ao Norte). O suspeito é o corretor de imóveis Bruno Pianesso, ex-marido da vítima, que se entregou à polícia 48 horas após o fato.
Aline foi atingida por um disparo de arma de fogo quando estava dentro do carro, em frente à própria casa, se preparando para sair com os dois filhos, de três e oito anos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Aline relatou a dificuldade de lidar com o ocorrido e destacou o trauma vivido pelas crianças, que presenciaram o ataque.
“A gente nunca pensa que vai acontecer com a gente, até acontecer. Demora bastante para a ficha cair; inclusive, acho que a minha ainda nem caiu. Foi um livramento de Deus mesmo”, disse emocionada.
Mesmo ferida, ela conseguiu dirigir até uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento. Aline foi internada, mas teve alta no domingo (29) e segue em recuperação em casa.
Segundo a Polícia Militar, o ataque teria sido motivado pela negação diante do fim do relacionamento.
De acordo com as investigações, antes do crime, o suspeito teria ameaçado a vítima, afirmando que, se não ficasse com ele, ela não ficaria com mais ninguém. Horas depois, ele teria ido até a casa da ex-companheira e efetuado diversos disparos contra o veículo, atingindo o pneu, o para-brisa e a lateral. Um dos tiros atingiu Aline.
Após o ataque, o homem fugiu levando o filho mais novo do casal, deixando a criança pouco depois na casa de familiares. Ele abandonou o veículo utilizado na ação e teria contado com ajuda para continuar a fuga.
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Imagens de câmeras de segurança registraram o momento dos disparos, que agora fazem parte da investigação conduzida pela Polícia Civil.
O caso gerou repercussão também no meio esportivo: o suspeito, que possui registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), foi expulso do Clube de Tiro .45. Em nota, a entidade afirmou que a conduta é incompatível com os princípios de responsabilidade e respeito à vida.
Enquanto o caso segue sob investigação, o relato da vítima expõe as marcas deixadas pela violência e reforça o impacto do crime para além das agressões físicas.
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