NÃO QUER DEFENSOR PÚBLICO 26.08.2026 | 07h45

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
O advogado Ricardo da Silva Monteiro renunciou à defesa do tenente-coronel da Polícia Militar e ex-vereador Marcos Paccola, acusado de matar a tiros o agente penal Alexandre Miyagawa, conhecido como “Japão”. Com isso, o Tribunal do Júri, marcado para ocorrer nesta quinta-feira (27), foi adiado para o dia 22 de outubro, às 9h.
A defesa alegou 'motivo de foro íntimo' para deixar o caso. Paccola também já declarou que não quer ser defendida pela Defensoria Pública. Dessa forma, o julgamento marcado para esta quinta-feira (27) foi remarcado para garantir tempo hábil para que os novos advogados tenham acesso aos autos e analisem o processo.
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O agente socioeducativo Alexandre Miyagawa de Barros foi morto a tiros pelo então vereador de Cuiabá e tenente-coronel da Polícia Militar Marcos Eduardo Ticianel Paccola, em 1º de julho de 2022, no bairro Quilombo, em Cuiabá.
Na ocasião, Alexandre estava acompanhado da companheira, que discutia com algumas pessoas na rua. Segundo a denúncia do Ministério Público, ele tentava acalmar a mulher e mantinha a arma apontada para o alto quando foi atingido pelos disparos efetuados por Paccola.
A acusação sustenta que Alexandre foi atingido pelas costas e não oferecia risco a Paccola ou a terceiros. Laudos periciais apontaram ainda que um dos disparos atingiu a vítima quando ela já estava caída.
Paccola, por sua vez, afirma que agiu em legítima defesa própria e de terceiros, alegando que acreditava estar diante de uma situação de risco.
O caso teve grande repercussão e resultou na cassação do mandato de Paccola por quebra de decoro parlamentar.
Em 2024, a Justiça determinou que o ex-vereador fosse submetido ao Tribunal do Júri, decisão posteriormente mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso e pelo Superior Tribunal de Justiça.
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