'UMA LIDERANÇA COMPLETA' 23.09.2026 | 12h05

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Vithória Sampaio
Condenada a 260 anos de prisão, Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, uma das principais lideranças de uma facção criminosa em Alta Floresta e cidades circunvizinhas, já estava atuando em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde foi presa nessa terça-feira (22), um ano após fugir do presídio Ana Maria do Couto, em Cuiabá. De acordo com o delegado Victor Hugo Caetano, ela é uma liderança completa que atua em diversas frentes no crime.
“Ela é uma liderança completa. Ela lidera toda a região de Alta Floresta e cidades vizinhas, sendo responsável por cerca de 80% dos homicídios praticados pela facção nessa região. Ela comandava diferentes atividades criminosas, incluindo extorsões contra garimpos, tráfico de drogas e controle da entrada e saída de armamentos, principalmente em áreas rurais e de garimpo”, pontuou em entrevista aos jornalistas na manhã desta quarta-feira (23).
A atuação da criminosa, segundo a polícia, não teria sido interrompida nem durante o período em que esteve presa. Mesmo no presídio Ana Maria do Couto, em Cuiabá, ela teria mantido uma posição de liderança entre as integrantes da organização, comandando as atividades do crime de dentro do presídio.
Após deixar a prisão e fugir para a Bolívia, Angeliquinha continuou, conforme a investigação, em contato com integrantes da facção que permaneciam em Mato Grosso.
A polícia também investiga a posição de Angeliquinha na Bolívia e nas outras cidades bolivianas próximas à fronteira para identificar a real atuação e entender qual era a posição dela nas negociações relacionadas à entrada e saída de drogas e outros produtos ilícitos.
Prisão
Apontada como uma das lideranças de uma facção criminosa com atuação no extremo norte de Mato Grosso, ela estava foragida desde agosto de 2025. Ela está condenada a mais de 260 anos de prisão.
A localização da foragida em território boliviano foi possível por meio do trabalho de investigação e da troca de informações entre as forças de segurança do Brasil e da Bolívia.
A ação contou com a participação da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e da Gerência Estadual de Polinter (Gepol), em conjunto com a Polícia Boliviana.
Após a captura, serão adotados os procedimentos legais necessários para o retorno de Angeliquinha ao Brasil, onde será colocada à disposição da Justiça.
Angeliquinha fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, no dia 17 de agosto do ano passado. Durante o período em que permaneceu foragida, 6 mandados de prisão foram expedidos contra ela.
Segundo as investigações, a mulher possui mais de 260 anos de condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa. Ela também é apontada como responsável por exercer influência sobre atividades criminosas em Alta Floresta e municípios da região.
A investigação aponta que a facção estaria envolvida com tráfico de drogas, extorsões e exploração de atividades ilícitas em áreas de garimpo.
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