Operação Rota Paralela 04.11.2026 | 09h18

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Reprodução
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Rota Paralela para investigar um suposto esquema criminoso de desvio de combustíveis envolvendo funcionários e terceiros ligados a uma concessionária responsável pela administração de rodovias estaduais de Mato Grosso.
Ao todo, são cumpridas 23 ordens judiciais, incluindo 7 mandados de busca e apreensão, 6 medidas cautelares diversas da prisão, 6 bloqueios de ativos financeiros e quatro restrições judiciais de veículos.
As medidas foram autorizadas pela Justiça com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).
A investigação apura a possível participação de funcionários e pessoas externas à concessionária no esquema de desvio de combustíveis.
A Justiça também autorizou o sequestro e arresto de bens e valores até o limite global de R$ 2.796.942,48, além do acesso aos dados armazenados em dispositivos eletrônicos eventualmente apreendidos.
Os mandados são cumpridos nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Colíder e Alto Taquari. O cumprimento das ordens judiciais contra com apoio de equipes das Delegacias de Alto Araguaia e Colíder.
O esquema
As investigações, conduzidas pela Deccor, iniciaram após a concessionária identificar possíveis irregularidades na utilização de cartões corporativos destinados exclusivamente ao abastecimento de veículos e equipamentos utilizados na conservação e manutenção de rodovias estaduais.
Segundo os elementos apurados, o esquema consistia na utilização indevida desses cartões para registrar abastecimentos fictícios ou incompatíveis com as atividades da concessionária, possibilitando o desvio de combustíveis e a geração de créditos em estabelecimentos comerciais.
As investigações apontam que os responsáveis pelo gerenciamento dos cartões corporativos teriam se valido de suas funções para viabilizar operações irregulares, com a possível participação de outros envolvidos na destinação dos combustíveis.
A análise de 26.113 transações de abastecimento, realizadas entre janeiro de 2024 e julho de 2025, identificou 6.520 operações suspeitas, que totalizam aproximadamente R$ 2,8 milhões.
Entre as irregularidades constatadas estão abastecimentos realizados durante a madrugada, operações sucessivas em intervalos incompatíveis com a capacidade dos veículos e utilização de cartões vinculados a equipamentos que não justificariam os volumes registrados.
Com base nos elementos apurados, foi representado pelas ordens judiciais que foram decretadas pelo Poder Judiciário. As medidas judiciais têm como objetivo aprofundar a apuração, identificar a participação individual dos investigados, preservar elementos de prova e possibilitar a recuperação dos valores supostamente desviados.
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