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episódio traumático 03.02.2026 | 14h39

Defesa afirma que vítima de estupro resistiu a denunciar diante do cargo e impunidade

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Maria Klara e Jessica Bachega

redacao@gazetadigital

Polícia Civil-MT

Polícia Civil-MT

A defesa da mulher que acusa o investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, 52, de estupro dentro da delegacia de Sorriso (a 420 km ao Norte), afirmou que a vítima não quis teve resistência em denunciar o crime por medo de impunidade e por receio de acusar um policial civil. O caso veio à tona com a prisão do servidor estadual, no domingo (1º).

 

Segundo o advogado Walter Rapuano, em entrevista exclusiva ao , foi ele quem levou o caso ao Ministério Público e convenceu a vítima a formalizar a denúncia. Conforme o defensor, a mulher demonstrava insegurança diante da possibilidade de responsabilização do suspeito.

 

“Ela me disse: ‘Doutor, como eu vou denunciar um policial civil?’. Então expliquei que havia uma forma de denunciar para que ele fosse investigado de verdade”, afirmou o advogado.

 

Rapuano também divulgou que, no dia em que a vítima relatou os abusos, ele gravou um vídeo com o depoimento, como forma de resguardar o relato. Ao rever a gravação posteriormente, a mulher teria ficado profundamente emotiva.

 

“Ela ficou extremamente abalada ao se ouvir contando o que aconteceu. Aquele vídeo é exatamente o relato que ela me passou no dia em que decidiu falar”, disse.

 

Ainda conforme a defesa, a vítima afirma ter sido violentada 4 vezes em um intervalo de cerca de 12 horas, período em que permaneceu detida na delegacia. Segundo o relato, ela teria sido retirada da cela em todas as ocasiões e ameaçada para que não gritasse.

Leia também - Vítima foi estuprada 4 vezes e ameaçada em 12 h na delegacia

 

O investigador Manoel Batista da Silva foi preso preventivamente no domingo (1º), após exames periciais confirmarem a presença de seu material genético no corpo da vítima.

 

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso, e a Corregedoria-Geral acompanha as investigações. O servidor permanece afastado das funções, enquanto o processo administrativo disciplinar segue em andamento.

 

A defesa do acusado ainda não se manifestou à imprensa.

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