filha assassinada 08.06.2026 | 11h20

redacao@gazetadigital.com.br
João Vieira
O delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) afirma que a versão apresentada por Claudinei da Silva, 42, é inconsistente. O homem foi preso e admitiu ter matado a filha, Olga Beatriz Santos da Silva, 12, na noite de domingo (07), em Várzea Grande. O assassino disse que esganou a adolescente após ver mensagens dela com um menino no Instagram. Para o delegado, a justificativa é considerada incomum e, no mínimo, "estranha".
“Eu achei realmente uma conduta fora do normal. Um pai que descobre que a filha está conversando ou se relacionando com alguém normalmente orienta, aconselha, conversa. Não é uma situação que justificaria uma reação dessa gravidade”, afirmou durante coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (8).
Diante da estranheza em relação à dinâmica apresentada pelo suspeito, a Polícia Civil solicitou exame de conjunção carnal para verificar a existência de uma eventual violência sexual.
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Segundo o delegado, a medida não significa que haja indícios concretos de abuso até o momento, mas faz parte do trabalho investigativo para descartar ou confirmar hipóteses.
“Eu pedi o exame exatamente porque entendi que a situação era muito estranha. O papel da Polícia Civil é esclarecer a verdade com base em dados técnicos e provas periciais”, explicou.
Ainda conforme a investigação, um familiar encontrou Olga caída no quarto da residência após estranharem o desaparecimento do pai e a falta de respostas sobre o paradeiro da menina. A vítima ainda apresentava sinais vitais e foi socorrida ao hospital, mas não resistiu.
O delegado destacou que a autuação foi registrada como feminicídio e não por lesão corporal seguida de morte, porque o investigado tinha plena consciência do risco de provocar a morte da filha.
A Polícia Civil aguarda os laudos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que irão confirmar a causa da morte e auxiliar na conclusão do inquérito.
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