R$ 80 mil de metal roubado 06.01.2026 | 14h49

maria.klara@gazetadigital.com.br
Reprodução
Dois suspeitos de assassinar o comerciante de ouro Hamilton Mota dos Santos,68, na última sexta-feira (3), em Poconé (104 km ao Sul), foram presos nesta terça-feira (6) na cidade. A vítima era bastante conhecida, o que causou forte comoção entre moradores.
Em entrevista ao programa Cadeia Neles, o delegado responsável pelo caso, Matheus Prates, explicou como a polícia conseguiu identificar e localizar os criminosos.
Segundo ele, os acusados sabiam que a vítima guardava ouro em casa. “Eles tinham informação de que ele armazenava esse metal precioso na própria residência. Pararam o veículo nas proximidades, entraram e cometeram esse crime bárbaro”, afirmou.
O delegado relatou que, após o homicídio, os suspeitos ainda tentaram ocultar vestígios. “Deram golpes de faca no pescoço da vítima e depois tentaram ocultar o corpo com terra e pedaços de pano. Ainda jogaram água no local para tentar apagar evidências, mas não conseguiram eliminar os vestígios”, disse.
As investigações apontaram que o ouro foi vendido no mesmo dia em outro município. “A partir do momento em que levantamos que houve uma compra de ouro em Nossa Senhora do Livramento, no mesmo dia do crime, conseguimos chegar aos dois homens que venderam o material por cerca de R$ 80 mil”, explicou.
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A dinâmica do crime também chamou atenção da equipe policial. De acordo com o delegado, os suspeitos compraram um veículo em Cuiabá horas antes do assassinato.
“Eles adquiriram o carro de terceiros sem ter o dinheiro em mãos e disseram ao vendedor que iriam a Poconé buscar o valor. Já tinham tudo planejado”, afirmou.
O vendedor confirmou a identidade dos suspeitos e apresentou comprovantes da transferência via Pix, o que ajudou a fechar o cerco.
“Com base nos depoimentos, imagens de câmeras e comprovantes bancários, conseguimos identificar e prender os dois ainda na tarde de ontem”, completou.
O delegado ressaltou que a vítima foi escolhida por ser conhecida no comércio de ouro. “Era um senhor bastante conhecido na cidade e vivia sozinho. Para eles, seria um alvo fácil”, declarou.
Durante os interrogatórios, os suspeitos negaram participação, mesmo diante das provas reunidas. As investigações continuam para apurar se houve participação de outras pessoas na comercialização do ouro.
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