FEMINICÍDIO EM LUCAS 11.09.2026 | 16h35

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Reprodução
A família do engenheiro agrônomo Daniel Bennemann Frasson registrou um boletim de ocorrência contra o advogado Rodrigo Pouso Miranda, que representa familiares de Gleici Keli Geraldo, assassinada pelo marido em junho de 2025, em Lucas do Rio Verde (a 354 km ao Norte). A ocorrência foi registrada após o advogado divulgar um vídeo de câmeras de segurança da casa, com imagens do dia do crime.
O B.O. foi registrado no domingo (6) por um dos irmãos de Daniel, que se apresenta como curador do acusado. Conforme relatado na ocorrência, as imagens divulgadas pelo advogado mostram a movimentação na residência onde Gleici foi morta, além de momentos envolvendo Daniel, a filha do casal e outros familiares.
A família afirma que a publicação dos vídeos poderia violar o segredo de Justiça do processo e causar exposição indevida dos envolvidos. Por isso, solicitou a retirada das gravações e a apuração de possíveis responsabilidades nas esferas cível e criminal.
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A divulgação dos vídeos foi feita por Pouso nas redes sociais. Após tomar conhecimento do registro policial, o advogado ironizou a iniciativa e afirmou que pretende divulgar novas imagens.
Pouso também afirmou que as gravações não estão submetidas a sigilo e que não fazem parte do processo que tramita na Justiça.
“Você está meio perdido. Esse vídeo não está relacionado com processo nenhum. Esse vídeo não tem sigilo. Esse vídeo é de propriedade, inclusive, das filhas da vítima”, afirmou.
O advogado também questionou o fato de o familiar de Daniel ter citado no boletim a filha do casal, que também foi atacada por Daniel, e afirmou que pretende utilizar as imagens durante o Tribunal do Júri.
“Como é que você fala aí que esse vídeo está vinculado no processo sigiloso? O vídeo não está. Está vinculado ao processo sigiloso foi a conduta do seu irmão de ter ceifado a vida da esposa e tentado contra a vida da filha. Isso está. Agora a imagem não, esse vídeo não. Não está lá. Inclusive, eu vou juntar esses vídeos para serem usados lá no Tribunal do Júri, entendeu? Aí sim, por enquanto os vídeos não estão no processo, ainda mais nesse processo aí que você falou. Está meio perdido.”, declarou.
O crime
Gleici foi morta em 24 de junho de 2025, dentro da residência onde morava com Daniel e as duas filhas. Conforme as informações já divulgadas no processo, ela foi atacada enquanto dormia.
A filha de 7 anos também foi atingida e precisou passar 22 dias na UTI. Após deixar o hospital, passou a viver sob os cuidados da irmã mais velha, Caroline Fernandes.
Depois do ataque, Daniel tentou tirar a própria vida. Ele foi socorrido, recebeu atendimento médico e posteriormente transferido para o Centro de Ressocialização de Sorriso, onde permanece preso preventivamente.
A defesa sustenta que o acusado apresentava problemas psiquiátricos e não tinha plena capacidade de compreender o caráter ilícito dos atos no momento do crime.
Agora, com a realização de um novo exame por três peritos, caberá à Justiça avaliar os elementos e decidir sobre a condição mental de Daniel e o prosseguimento do processo.
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