balanço de operação 25.03.2025 | 09h28

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João Vieira
Mato Grosso registrou 47 feminicídios em 2024, atingindo uma taxa alarmante de 1,23 mortes para cada 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional de 0,69. Em 2023, foram 46 casos, consolidando o Estado como o que mais violento para mulheres no país.
Apesar dos números preocupantes, o secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, afirmou que houve uma redução nos feminicídios se for analisado dados entre dezembro e março, dos anos de 2024 e 2025. No entanto, apenas nos primeiros meses deste ano, já foram contabilizados 6 assassinatos de mulheres.
"Esse é um índice que nós estamos trabalhando muito nele. Não é somente o trabalho de segurança pública, mas vem também a conscientização, vem uma série de situações da própria sociedade. Cabe um destaque aqui da nova lei, sobre o controle feminicídio, que majorou a pena para 40 anos." destacou o secretário.
A Polícia Civil identificou que 83% dos feminicídios registrados neste ano ocorreram dentro do ambiente doméstico, reforçando o caráter de violência familiar desses crimes. Além disso, das 47 mulheres assassinadas no ano passado, 41 eram mães e nove foram mortas na frente dos próprios filhos. Os crimes foram registrados em 28 cidades mato-grossenses, sendo setembro o mês mais violento, com oito casos.
Na madrugada da quinta-feira (20), um caso emblemático reforçou a gravidade do cenário. Uma mulher foi morta 14 dias após denunciar seu agressor por perseguição. Mesmo acionando o botão do pânico, o dispositivo não foi suficiente para impedir o crime.
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Yasmin Farias Cardoso, 27,foi assassinada pelo ex-companheiro, no bairro Jardim Belo Panorama, em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá). Ela acionou o botão do pânico, acionou a Polícia Militar, mas acabou morta por José Cícero Feitosa da Silva, 35, que tirou a própria vida em seguida.
Os dados foram apresentados pelo governador Mauro Mendes e pelo secretário Roveri durante coletiva nesta segunda-feira (24), como parte do balanço da Operação Tolerância Zero, realizada em todo o estado. Segundo a Polícia Civil, apenas cinco das vítimas de 2023 possuíam medidas protetivas contra seus agressores, evidenciando desafios na efetividade das políticas de proteção.
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