MOVIMENTARAM R$ 20 MILHÕES 05.05.2026 | 07h33

yuri@gazetadigital.com.br
Reprodução
Preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), líder de uma facção atuante em Cuiabá continuava na cabeça do grupo. Fora da cadeia, quem cumpria as ordens era um primo dele, preso na manhã desta terça-feira (5) durante a Operação Roleta Russa, que tem como objetivo desarticular a quadrilha envolvida em tráfico, extorsões e outros crimes na Capital.
Conforme divulgou a Polícia Civil, o faccionado estava cumprindo pena em regime fechado, mas ganhou direito ao semiaberto no dia 1º de maio. Porém, um novo mandado de prisão foi expedido para evitar que ele tenha progressão do regime.
Já a investigação apontou que o primo é o braço direito dele no cometimento de crimes e na tentativa de domínio de territórios na cidade, entre eles, o Planalto e o Altos da Serra.
De dentro da PCE, o faccionado emanava ordens buscando a liderança do tráfico de drogas, das extorsões e de outras atividades criminosas em áreas designadas, em benefício próprio e da facção.
Também, segundo a polícia, atuava na negociação do tráfico de drogas com emissários da Bolívia e no controle dos lucros obtidos com as vendas em Cuiabá. O primo executava esses comandos de fora da cadeia.
Lavagem de dinheiro
As investigações apontam que os alvos movimentaram mais de R$ 20 milhões em três anos, em favor da facção criminosa e dos familiares do conselheiro, sendo ele também o responsável por liderar a lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio adquirido com os crimes praticados, com o auxílio da esposa e de um primo.
A esposa, apesar de não possuir profissão ou renda fixa, mantinha uma vida confortável, com casa própria, bens de alto valor e um veículo de luxo, que será objeto de sequestro. Com base nos elementos apurados, o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas representou pelas medidas judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça.
Além das prisões, foram autorizados mandados de busca domiciliar na residência da esposa do conselheiro da facção e em outros dois endereços de pessoas ligadas a ele.
Outras medidas autorizadas pela Justiça incluem o sequestro de um veículo de luxo ocultado e utilizado pela esposa do faccionado, bem como o bloqueio de 6 contas bancárias utilizadas na lavagem de dinheiro.
Entre as contas bloqueadas está a de uma advogada que já foi alvo da Operação Apito Final, também deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).
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