LÍDER ESTÁ NA PCE 05.05.2026 | 07h17

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), a Operação Roleta Russa, com o objetivo de cumprir 12 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa que atuam com tráfico de drogas, extorsão e outros crimes em Cuiabá.
Durante a ação, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão domiciliar, além do sequestro de um veículo de luxo e o bloqueio de valores que podem chegar a R$ 10 milhões nas contas dos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá.
A investigação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e tem como principal alvo um dos líderes da facção, que atualmente está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).
Mesmo cumprindo pena em regime fechado, o suspeito havia atingido, no último dia 1º de maio, os requisitos para progressão ao regime semiaberto. Diante disso, um novo mandado de prisão foi expedido para impedir a mudança de regime e garantir sua permanência na unidade prisional.
O segundo alvo da operação é o primo do investigado, que está em liberdade e é apontado como braço direito do faccionado, sendo responsável por executar as ordens repassadas de dentro do presídio.
As apurações indicam que, mesmo preso, o suspeito utilizava sua posição dentro da organização criminosa para comandar atividades ilícitas e tentar ampliar o domínio territorial em bairros de Cuiabá, como Planalto e Altos da Serra. Ele também seria responsável por coordenar o tráfico de drogas, extorsões e negociações com fornecedores, inclusive com emissários da Bolívia, além de controlar os lucros obtidos com as atividades ilegais.
No âmbito financeiro, as investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões nos últimos 3 anos. O líder da facção também seria responsável por coordenar a lavagem de dinheiro e ocultação de bens, com auxílio da esposa e do primo.
A esposa do investigado, mesmo sem renda formal, mantinha um padrão de vida elevado, com imóvel próprio, bens de alto valor e um veículo de luxo, que foi alvo de sequestro judicial.
Com base nas provas reunidas, o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas representou pelas medidas cautelares, que foram autorizadas pela Justiça. Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca na residência da esposa do investigado e em outros endereços ligados ao grupo.
Também foi determinado o bloqueio de seis contas bancárias utilizadas para movimentação de dinheiro ilícito. Entre elas, está a conta de uma advogada que já havia sido alvo da Operação Apito Final, também conduzida pela GCCO.
O caso segue sob investigação.
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