19 UNIDADES INTERDITADAS 19.03.2026 | 11h00

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Christiano Antonucci/Secom
O sistema prisional de Mato Grosso enfrenta um cenário de colapso devido à superlotação, apontam relatórios de monitoramento e fiscalização realizados pelo SISDEPEN (Senappen), Geopresídios (CNJ) e do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Das 41 unidades existentes no estado, 19 já estão interditadas e outras podem ter o mesmo destino.
O problema é resultado do aumento constante no número de presos. Em 10 anos, a população carcerária saltou de cerca de 9,6 mil, em 2016, para aproximadamente 16 mil detentos em regime fechado no início de 2026, um crescimento de cerca de 66%. Considerando também os regimes semiaberto, aberto e monitorados por tornozeleira, o total pode chegar a 23 mil pessoas sob custódia do Estado.
Atualmente, Mato Grosso tem cerca de 12.947 vagas, mas abriga mais detentos do que a capacidade, com taxa média de ocupação de 126%. Algumas unidades estão ainda mais sobrecarregadas, como Barra do Garças (167% acima da capacidade), Primavera do Leste (118%), Colniza (84%), Pontes e Lacerda (77%), Paranatinga (68%), Campo Novo dos Parecis (65%), Jaciara (63%) e Peixoto de Azevedo (51%).
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Além da superlotação, várias unidades já foram interditadas, incluindo cadeias públicas e centros de detenção em cidades como Alta Floresta, Sorriso, Cáceres, Sinop e o complexo do Pascoal Ramos, em Cuiabá.
Outro fator que agrava a crise é a reincidência criminal, que chega a 41% em até cinco anos. Entre 2024 e 2026, a população prisional cresceu cerca de 17,5% em apenas um ano, ritmo bem acima da média nacional.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), mas não recebeu resposta até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.
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