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Cuiabá, Quinta-feira 25/06/2026

Judiciário - A | + A

operação falsa vantagem 25.06.2026 | 15h31

Tribunal exonera servidora investigada por suposto esquema de venda de sentenças

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Jessica Bachega e Yuri Ramires

redacao@gazetadigital.com.br

Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

O desembargador Juvenal Pereira da Silva determinou a exoneração da servidora Mhayra Alves Pacheco Abes, lotada em seu gabinete. A funcionária é alvo da Operação Falsa Vantagem, deflagrada pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (25), que apura esquema de venda de sentenças.


Segundo nota divulgada pelo Tribunal de Justiça (TJMT), não foi comunicada oficialmente sobre a apuração contra um dos servidores. Contudo, logo que soube da operação pelos veículos dcomunicação,ão procedeu ao desligamento.


Leia também - Assessora de desembargador e advogado são alvos da polícia por venda de decisão; veja nomes

 

“O desembargador esclarece que não possuía qualquer conhecimento prévio dos fatos investigados e reitera sua confiança no trabalho das autoridades responsáveis pela apuração do caso”, diz trecho da nota.


No comunicado, o Judiciário informa que confia nas autoridades e que espera a devida tramitação processual legal.


“O Poder Judiciário de Mato Grosso reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética, a transparência e a integridade institucional, colocando-se à disposição para colaborar com as autoridades competentes no que for necessário ao completo esclarecimento dos fatos”, afirma.

 

Operação
As investigações apontam que os suspeitos agiam na venda de sentenças. Eles teriam prometido a familiares de um condenado a anulação de uma pena judicial, afirmando ter influência sobre decisões no Judiciário.

Para garantir o suposto benefício, o grupo teria cobrado R$ 150 mil em dinheiro vivo. De acordo com a polícia, a exigência do pagamento em espécie tinha como objetivo dificultar o rastreamento dos valores.

No entanto, conforme as apurações, o resultado obtido teria sido apenas a redução da pena do condenado, e não a anulação prometida inicialmente.

Insatisfeito com o desfecho, o beneficiário passou a cobrar a devolução do valor pago, situação que também é alvo de investigação.

Os mandados têm como objetivo apreender celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer os fatos e identificar possíveis outros envolvidos e vítimas do esquema.

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