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LAVAGEM DE DINHEIRO DO CRIME 10.02.2026 | 07h11

Operação mira em Vovozona, financeiro de facção e bloqueia R$ 43 milhões

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Divulgação

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Operação Imperium, deflagrada na manhã desta terça-feira (10), pela Polícia Civil, cumpre 61 ordens judiciais para desarticular o núcleo financeiro de uma facção criminosa, responsável por lavagem de dinheiro por uso de documentos falsos. Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 43 milhões. Faccionado Gilmar Reis da Silva, o 'Vovozona', é um dos alvos. 

 

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, são 12 prisões preventivas, 14 buscas, 4 sequestro de imóveis avaliados em R$ 4 milhões, 10 sequestros de veículos de luxo, além do bloqueio das contas bancárias de 21 pessoas investigadas, resultando no valor de R$ 43 milhões. 

 

Os mandados são cumpridos em Rondonópolis, onde estão registrados o núcleo empresarial e operadores patrimoniais do grupo criminoso, e também nos estados do Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

 

Investigação

 

De acordo com a investigação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, a operação teve como foco a desarticulação do patrimônio ilícito construído, adquirido e movimentado por um núcleo da facção criminosa, liderado por Gilmar Reis da Silva, o 'Vovozona', durante dois anos. 

 

Gilmar é liderança da facção no Sul de Mato Grosso, chegou a ser preso, mas fugiu o Centro de Ressocialização Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, no dia 14 de julho de 2023, com outro detento. A fuga foi amplamente divulgada, já que assim que saíram da cadeia, foram para uma churrascaria. 

 

Após fugir, a polícia constatou que Vovozona, a esposa e outras pessoas com influência direta dele faziam uso de documentos falsos para abrir contas bancárias e empresas de fachada. O objetivo era movimentar o dinheiro do crime, bem como comprar bens, imóveis e ainda demonstrar riqueza.  

 

Lavagem de dinheiro

As investigações demonstraram que empresas situadas em Rondonópolis (área de maior influência e atuação do faccionado) eram registradas com o seu nome falso e em nome de pessoa diretamente ligada a ele. No esquema de lavagem, as empresas recebiam dinheiro de integrantes da facção e reintroduziam em circulação, para compra de veículos, imóveis e repasses dos lucros aos membros da facção.

 

Durante levantamento patrimonial para eventual recuperação de ativo, foi possível identificar integrantes em diversos Estados federativos, onde o líder da facção também atuava.

 

Embora o núcleo empresarial seja registrado em Rondonópolis, as investigações identificaram integrantes financeiros e operadores patrimoniais nos estados de Minas Gerais, Paraná e no Rio de Janeiro.

 

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, o foco da operação é atacar o poder financeiro da facção, seja assegurando o bem para evitar perecimento e dilapidação, seja bloqueando valores em contas, sendo uma alternativa para o enfraquecimento do grupo criminoso.

 

“Assim, as medidas pessoais e patrimoniais que foram pedidas ao juiz visam, sobretudo, concluir a investigação com tranquilidade e tentar reverter esses bens e valores ilícitos aos cofres do Estado, após o processo regular”, explicou o delegado. 

 

Imperium

O nome da operação faz referência ao patrimônio ilícito construído, adquirido e movimentado pela facção criminosa, no período de dois anos.

 

A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil por meio da operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que tem intensificado o combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renorcrim

 

A operação também faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim).

 

A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência de combate de forma duradoura à criminalidade. (Com assessoria)

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