8 PRISÕES 16.07.2026 | 07h22

redacao@gazetadigital.com.br
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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Sangria para desarticular uma organização criminosa responsável pelo abastecimento e distribuição de drogas em diversos pontos de venda de Cuiabá. Ao todo, a Justiça expediu 24 ordens judiciais contra os investigados, incluindo prisões preventivas, buscas e apreensões e bloqueio de contas bancárias em até R$ 300 mil de cada investigado.
A operação é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com apoio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) e da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema).
As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) e incluem 8 mandados de prisão preventiva, 8 de busca e apreensão e o bloqueio de ativos financeiros de 8 investigados, limitado a R$ 300 mil para cada um.
As investigações foram desenvolvidas ao longo de vários meses e apontaram a existência de um grupo criminoso responsável por fornecer entorpecentes para diversos pontos de comercialização da Capital.
Segundo a Polícia Civil, o avanço das investigações ocorreu a partir da perícia realizada em aparelhos celulares apreendidos em operações anteriores. A análise do material permitiu identificar a estrutura da organização criminosa, incluindo líderes, distribuidores, transportadores, revendedores e pessoas responsáveis pela movimentação financeira do grupo.
As apurações também revelaram que os investigados negociavam diariamente o fornecimento de drogas, organizavam o abastecimento dos pontos de venda, faziam a arrecadação do dinheiro obtido com o tráfico e realizavam prestações de contas entre os integrantes da organização.
Além da atuação no comércio de entorpecentes, a investigação identificou uma intensa movimentação financeira por meio de contas bancárias e chaves Pix registradas em nome de terceiros. Conforme a Polícia Civil, a estratégia era utilizada para ocultar a origem ilícita dos valores e dificultar o rastreamento patrimonial dos envolvidos.
Diante dos indícios de lavagem de dinheiro, a Justiça determinou o bloqueio das contas bancárias dos investigados, limitado ao valor de R$ 300 mil por pessoa. A Operação Sangria segue em andamento para cumprimento das ordens judiciais e continuidade das investigações.
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