enterrada em lixão de Colniza 20.09.2018 | 16h50
Divulgação
Rodrigo Grasse informou sobre o local onde o corpo de Késia Leticia estava enterrado no lixão de Colniza.
Após pedir a prisão preventiva de Rodrigo José Grasse, 32, investigado por suspeita de ter matado a adolescente Késia Letícia França da Silva, 14, e enterrado o corpo num lixão em Colniza (1.065 km ao norte de Cuiabá), o delegado responsável pelo caso, Alexandre da Silva Nazareth, afirmou ao
que investiga também a participação de um policial militar como possível mandante do assassinato. O delegado também informou que a vítima namorava com um policial, cujo nome não foi divulgado para não atrapalhar as investigações.
Nesta quarta-feira (20), Rodrigo passa por audiência de custódia. Foi ele quem apontou onde estava o corpo da menor, enterrado dentro de uma cova rasa no lixão da Cidade. A garota estava desaparecida desde o dia 8 deste mês, porém somente nesta terça-feira (18) o cadáver foi encontrado já avançado em estado de decomposição.
Detido em um bar, próximo à feira municipal, Rodrigo foi conduzido à delegacia da Polícia Civil e interrogado pelo delegado Alexandre Nazareth. Apesar de ter negado a participação no homicídio durante o depoimento, o delegado disse que testemunhas relataram ter ouvido do investigado indícios que apontam Rodrigo como executor do crime.
“Três testemunhas foram ameaçadas por Rodrigo para que não revelasse sua participação no homicídio”, afirma o delegado que também tem relatos de uma testemunha que viu Gresse no lixão um dia depois do desaparecimento de Késia Letícia.
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De acordo com a investigação policial, Rodrigo teria assassinado a adolescente a mando de um PM. “Para uma das testemunhas ele [Rodrigo] admitiu ter matado a vítima mediante paga ou promessa de recompensa por encomenda de um policial militar, relatando ter recebido uma ‘grana alta’”, descreveu Nazareth.
Gresse teve o pedido de prisão preventiva requerida pelo delegado por participação na execução do crime de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Enquanto isso, a investigação trabalha para encontrar o mandante do assassinato. “Quem dita a participação de policial militar é uma das testemunhas. Nenhum evidência será descartada e isso é objeto de investigação”, conclui o delegado.
Em maio deste ano, dois policiais militares de Colniza, Moisés Silva Coronado e Welington Pablo da Silva Machado, foram denunciados pelo Ministério Público Estadual por ato de improbidade administrativa.
Conforme a denúncia, eles estavam em uma viatura da PM e ofereceram carona para duas adolescentes, uma delas era a Késia Letícia. Os policiais deram bebida alcoólica para as garotas e mantiveram relações sexuais com elas.
Porém, o delegado não relatou se o policial investigado por possível participação no homicídio de Késia é ou não um dos denunciados pelo Ministério Público.
O caso
Késia Letícia França da Silva, 14, saiu de casa para estudar com uma amiga na tarde do dia 8 de setembro e não foi mais vista. A mãe da adolescente denunciou o desaparecimento no mesmo dia, após notar a demora no retorno da filha e constatar com a amiga que Késia não havia aparecido em sua casa.
A mãe relatou que foi ouvida pela Polícia Civil apenas 5 dias após o desaparecimento. Inicialmente as investigações trataram o desaparecimento como um caso de fuga. A hipótese era reforçada com supostos prints de conversas mantidas pela jovem nas redes sociais, ao qual, inclusive, teria fugido com o namorado.
O corpo foi encontrado após denúncias de que Rodrigo Gresse sabia onde estava o cadáver de Késia e levado familiares da vítima até o local, onde reconheceram partes de roupas e pertences como sendo da adolescente.
Exames de necropsia serão feitos no corpo da adolescente no Instituto Médico Legal (IML) de Cuiabá. O delegado também requisitou junto a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) os exames periciais de local de crime e DNA do corpo da vítima.
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