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lesões no pescoço, boca e cabeça 21.06.2022 | 10h50

Polícia prende pai suspeito de matar filho de 1 ano asfixiado

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Luiz Leite

Luiz Leite

Polícia Civil de Primavera do Leste (231 km ao Sul de Cuiabá) está investigando a morte do pequeno João Felipe Salvaterra de Jesus, de 1 ano. Os pais da criança o encontraram já sem vida no berço, nas primeiras horas da manhã de segunda-feira (20), com o fio de um carregador de celular enrolado no pescoço.  Mas, após exame de perícia, foi confirmado que a criança morreu por asfixia, apresentando lesões na boca e na cabeça. O pai foi preso em flagrante.

 

Reportagem do apurou que a Polícia Militar registrou o fato assim que a criança deu entrada na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), por volta das 6h50.

 

O bebê estava já sem nenhum sinal vital e, de forma preliminar, a equipe médica não constatou nenhum sinal de agressão. Mas, a criança estava com marcas no pescoço.

 

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Aos médicos, o pai contou que o filho estava no berço e que, ao acordá-lo para ir para a creche, flagrou o menino com um cabo do carregador de celular enrolado no pescoço. O pai teria tirado o cabo, flagrou que ele estava com a boca roxa e sem respiração.

 

Em seguida, fez massagem cardíaca e chamou por familiares, que os levaram para UPA. Polícia Civil foi acionada, registrou o caso e passou a investigar a morte.

 

Lesões na boca e na cabeça

Conforme o delegado Allan Vitor de Souza da Mata, que assumiu o caso logo em seguida, o pai do menino, que tem 22 anos e trabalha como garçom, acabou preso em flagrante pelo crime de homicídio qualificado. A motivação ainda está sob sigilo.

 

“Ele contou que ficou com a criança durante a madrugada, narrou a versão do carregador. Mas, o corpo do bebê foi levado para exames em Rondonópolis. Eu estive lá acompanhando e conversei com a médica legista, que destacou que a morte foi causada por asfixia com as mãos”, disse à imprensa.

 

Ao que tudo indica, o crime ocorreu por volta das 3h e o menino foi colocado novamente no berço. Já por volta das 6h, ele acordou, fez a simulação do enforcamento, chamou a família, fez as massagens, mas tudo teria sido pensado antes.

 

A criança já estava morta há algumas horas, apontou o laudo. Além disso, foi constatado ainda que o bebê tinha lesões na boca e na cabeça.

 

Ouvido novamente pelo delegado, o suspeito acabou confessando o crime. Já a mãe da criança foi ouvida e liberada. Por enquanto, não há nada que pese contra ela. O caso segue sob investigação.

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