'sem raiva, sem ódio' 11.04.2025 | 10h50

yuri@gazetadigital.com.br
Mariana da Silva
Preso por matar Ney Müller Alves Pereira, 42, o procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Luiz Eduardo Figueiredo Rocha e Silva, alegou que estava ‘tranquilo’ no momento do crime. Ney foi morto com um tiro na testa na rua 1, do Boa Esperança, em Cuiabá, na quarta-feira (9).
Delegado Edison Pick disse, durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (11), que durante o depoimento, Luiz afirmou que não estava com raiva, nem ódio no momento do crime. “Ele disse que estava tranquilo, mas não soube explicar o que passou na cabeça dele naquele momento”, contou.
Relatou ainda que tinha acabado de chegar no restaurante com a família quando o dano em sua Land Rover aconteceu. Ele não flagrou o ato, só soube depois. Mas, ainda assim, voltou para o restaurante, jantou e deixou a família em casa. Só depois teria ido procurar a polícia. Disse ainda que não consumiu bebida alcoólica.
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Ney foi morto com um tiro na testa, na rua 1 do Boa Esperança. Minutos antes do crime acontecer, Luiz voltava do posto policial. Antes, ele teria cruzado com a vítima por duas vezes. Ele não viu Ney danificando seu carro e o identificou com base no relato de testemunhas.
“No posto passaram as características, pessoa magra, alta, com camiseta vermelha e shorts”. Depois do crime, Luiz fugiu. Porém, a equipe da Delegacia de Homicídios (DHPP) já estava em diligência. “A gente encontrou o veículo, a placa, identificamos o suspeito. Quando ele chegou aqui, já sabia que seria preso”, disse o delegado.
O flagrante foi lavrado por homicídio qualificado por motivo fútil e crime de emboscada. “Os danos materiais não justificam a morte da vítima”, finalizou Pick. A arma utilizada por ele, uma pistola 380, foi apreendida. O carro também.
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