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Deu em A Gazeta 28.08.2020 | 07h26

Provas levam promotor a apontar homicídio doloso no caso Isabele

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Reprodução/Montagem

Reprodução/Montagem

Homicídio de Isabele Guimarães Ramos, 14, poderá ser tratado como doloso (quando há intenção de matar) e não culposo, como foi apontado no início da investigação da Polícia Civil. Na opinião do promotor Marcos Regenold Fernandes, as provas técnicas colhidas são robustas de que não se tratou de disparo acidental e o fato da versão da adolescente, autora do crime, não ser compatível com os laudos periciais, indica, em princípio, crime doloso. Regenold inclusive participou da reprodução simulada do crime no último dia 18 de agosto, quando cobrou que a versão do disparo acidental, dada em depoimento pela jovem, fosse reproduzida pelas atrizes que fariam o papel de vítima e autora. Mas, apesar da insistência, os advogados que atuam para o empresário Marcelo Martins Cestari, 46, pai dela, reiteraram que a reprodução da versão da adolescente não deveria ocorrer, pelo fato de não estar participando da reprodução, por orientação médica.

 

“Enfatizei, até de forma insistente, que as imagens do depoimento, onde ela dá a versão do tiro acidental seriam suficientes para a reprodução, bem como haviam dados objetivos da posição da vítima, apontado pelo laudo pericial de local do fato. Mas acredito que a defesa já sabia da impossibilidade de se manter a versão apresentada e, por isso, foi veemente com o perito para que a versão não fosse simulada, ao que o perito entendeu por bem não fazer a simulação, ante a ausência da atiradora no local, que poderia indicar mais precisamente a posição que supostamente estava”. O promotor ainda acredita que, como a jovem nega qualquer outra versão que poderia indicar crime culposo, “se reforça a de doloso”.

 

O representante do Ministério Público Estadual tem acompanhado de perto a investigação da Polícia Civil, juntamente com o promotor Rogério Bravin de Souza, da Vara da Infância e Juventude da Capital, já que ambos atuarão nos processos que envolvem o ato infracional do homicídio, em que a adolescente e o pai são investigados, além de outros crimes relacionados, como posse ilegal de arma de fogo, permitir acesso de menores a armas e munições e por fraude processual.

 

Confira reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta

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Comentários

zee - 30/08/2020

Esta nítido em tudo que está sendo lançado nas mídias que entre esses 3 jovens houve algo ou descoberta ou briga ou até mesmo uma brincadeira que liquidou a jovem Isabele, fato que será difícil de ser comprovado e sempre irá pairar as dúvidas aos próprios pais e o mais difícil e todos nós que somos país é defender os nossos filhos as vezes a qq custo,então critiquem os pais seja de que lado estejam...

Zee - 29/08/2020

Pensem o que Patrícia está passando e vivendo será inesquecível e agora a Deus menos ainda. Família Cestari, atravessem a rua e vão a residência de Pat , embora já seja muito tarde , mais nada e tarde perante esse ato tão cruel que ela está sofrendo. ATRAVÉSSEM EXPONTANEAMENTE, não irá adiantar muito a Pat, mais a opniao pública será menos cruel com essa familia

souza - 28/08/2020

Esta claro, pela pericia técnica que considera apenas as evidências e os fatos que não mentem, que foi doloso, como afirma o Promotor. Se o MPE não representar, será dado o recado aos adolescentes e jovens, especialmente da classe média-alta, que podem resolver suas diferençazinhas atirando na cara do outro. Depois é só dizer que foi sem querer e os pais pagarem um bom advogado e, patrocinarem a publicação de algumas reportagens que "tudo se resolve".... A sociedade aguarda a justiça que só pode iniciar com o MPE.... Como sociedade, estamos de olho...

Ganicus - 28/08/2020

esse caso esta nítido que foi homicídio doloso, uma vez que a suspeita atirou no nariz da vítima entre outras provas.

4 comentários

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