EM LOJA DE INFORMÁTICA 22.01.2026 | 07h06

redacao@gazetadigital.com.br
Divulgação
Duas pessoas foram presas, na manhã desta quinta-feira (22), durante a Operação Blackout, que tem como objetivo desarticular um grupo criminoso envolvido no furto de uma empresa de produtos de informática em Araputanga (345 km ao oeste de Cuiabá).
Conforme a Polícia Civil, além das duas prisões, são cumpridos ainda 5 mandados de busca e apreensão e 5 quebras de dados telefônicos e telemáticos nas cidades de Araputanga, Cuiabá, Indiavaí e São José dos Quatro Marcos.
A operação é a fase final da investigação do crime de furto, considerado de grande porte, ocorrido na empresa que fica no centro da cidade. O trabalho policial conclui meses de apurações detalhadas, análise de imagens, rastreamento de veículos e coleta de provas técnicas.
Crime
O crime ocorreu no dia 14 de setembro de 2025, quando os criminosos desligaram o padrão de energia da empresa, interrompendo o sistema de segurança. Horas depois, eles retornaram para arrombar a porta de vidro, violar cadeados e assim subtrair diversos eletrônicos com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 20 mil.
Entre os itens furtados estão vários modelos de smartwatches, caixas de som JBL, tablets Amazon Fire e outros equipamentos de alto valor comercial, gerando prejuízo estimado entre 15 e 20 mil reais.
A investigação reuniu provas que permitiram identificar veículos usados pelo grupo criminoso, os quais foram monitorados por câmeras urbanas e pelo sistema de rastreamento.
O cruzamento de dados possibilitou o mapeamento detalhado das rotas utilizadas pelos suspeitos, que circularam entre Araputanga, São José dos Quatro Marcos, Cáceres, Mirassol do Oeste e Várzea Grande antes e depois da ação criminosa.
Segundo o delegado de Araputanga, Cleber Emanuel Neves, a investigação também permitiu aprofundar a identificação de cinco envolvidos, quatro homens e uma mulher, todos associados, por imagens e movimentação veicular, à execução do furto ou às ações preparatórias imediatamente anteriores ao crime.
Com o cumprimento da operação nesta data, a Polícia Civil executou mandados de busca em endereços relacionados aos suspeitos, com o objetivo de localizar objetos subtraídos, apreender novos elementos de prova e consolidar a responsabilização criminal dos integrantes da quadrilha.
“A ação desta quinta‑feira encerra a fase operacional e reforça o compromisso da Polícia Civil de Mato Grosso com a repressão qualificada a crimes patrimoniais praticados com preparação prévia, como o desligamento de energia para neutralizar sistemas de vigilância. Os resultados da operação fortaleceram significativamente o inquérito que apura o caso, permitindo o avanço das investigações e a continuidade do processo de responsabilização penal dos envolvidos”, disse o delegado.
Blackout
O nome da operação faz referência à técnica utilizada pelos investigados de desligar a rede energia, causando o “blackout”, para desligar sistemas de segurança e facilitar a execução do furto qualificado.
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