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Cuiabá, Terça-feira 10/03/2026

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NÚCLEO FINANCEIRO DE FACÇÃO 10.03.2026 | 07h28

Sobrinho de 'Dandão' e mais 3 são presos durante operação em MT

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Divulgação

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Sobrinho de Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, conhecido como “Dandão”, e outras 3 pessoas ligadas à família dele foram presas na manhã desta terça-feira (10) durante a Operação Retirada, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em Cuiabá. O grupo é investigado por integrar o núcleo financeiro de uma facção criminosa que atua no estado. Essa é a segunda operação do dia que mira o esquema de Dandão. 

 

Ao todo, foram decretados 4 mandados de prisão, 4 de busca e apreensão, além de quebras de sigilos e sequestro de veículos. Um dos alvos é sobrinho do criminoso, além de outros envolvidos com relação afetiva com o grupo. 

 

A investigação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Conforme a apuração, os alvos eram responsáveis por movimentar e ocultar valores provenientes de atividades ilícitas ligadas à facção, como tráfico de drogas, estelionato, golpes e outros crimes. 

 

Dandão é apontado pela Polícia Civil como um dos líderes do Comando Vermelho em Mato Grosso. Ele foi preso, pela última vez, em agosto de 2025. Investigação policial evidenciou que ele chefiava um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico por meio do futebol amador.

 

João Vieira/Reprodução

Dono da quebrada

 

 

Esquema de movimentação de dinheiro

Segundo as investigações, os suspeitos atuavam em um esquema estruturado para esconder a origem do dinheiro obtido com crimes. O grupo utilizava contas bancárias de terceiros, conhecidos como “laranjas”, para receber depósitos de origem ilícita.

 

Após a entrada dos valores nas contas, os investigados realizavam saques e transferências em sequência, estratégia usada para dificultar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades.

 

A polícia identificou ainda que alguns integrantes atuavam como “sacadores”, responsáveis por conseguir contas de terceiros e coordenar a movimentação financeira do esquema. Outro investigado desempenhava a função operacional, realizando saques em dinheiro, entregas de valores e pagamentos conforme orientação do grupo.

 

De acordo com a apuração, algumas contas funcionavam como uma espécie de “caixa” da facção criminosa, concentrando valores provenientes de diferentes atividades ilegais. Também foram identificados indícios de patrimônio incompatível com a renda declarada por parte dos investigados.

 

Estrutura financeira da facção

Para a Polícia Civil, a função de “sacador” era essencial para o funcionamento do esquema, já que esses integrantes ficavam responsáveis por viabilizar as contas utilizadas na movimentação financeira, além de organizar saques e repasses de valores.

 

Ainda conforme a investigação, os suspeitos também operavam a divisão e distribuição do dinheiro obtido com os crimes, repassando percentuais para a facção e para os demais envolvidos.

 

O delegado responsável pelo caso, Antenor Junior Pimentel Marcondes, destacou que a operação busca atingir a estrutura financeira da organização criminosa.

 

“É uma investigação extremamente importante, pois o núcleo financeiro desarticulado na operação era responsável por sustentar as atividades criminosas, permitindo ocultar e fazer circular os recursos ilícitos que financiam a atuação da facção”, afirmou.

 

Segunda operação do dia

Ainda nesta segunda, a Polícia Civil deflagrou a Operação Arpão, com o objetivo de desarticular a atuação de um grupo criminoso investigado por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligado diretamente a Dandão.

 

O principal alvo da operação é W.A.F., conhecido como “Tubarão”, que possui vínculo familiar com o líder da facção, “Dandão”. Segundo a investigação, ele atuava no gerenciamento e na ocultação de recursos provenientes de atividades ilícitas.

 

O investigado utilizava familiares e pessoas próximas como “laranjas” para registrar bens e movimentar valores, com o objetivo de dissimular a origem do dinheiro e esconder o verdadeiro proprietário do patrimônio.

 

Entre os bens identificados estão veículos e imóveis de luxo registrados em nome de terceiros, mas que seriam utilizados e controlados pelos investigados. Alguns desses bens são avaliados em mais de R$ 500 mil.

 

A polícia também identificou movimentações financeiras consideradas atípicas, como depósitos em espécie, transferências fracionadas e pagamentos de alto valor em curto período, o que reforça os indícios de ocultação de patrimônio.

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