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DARK ROUTE 25.08.2026 | 15h58

Veja lista de alvos da polícia e bens de luxo apreendidos com faccionados

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O criminoso Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman” e apontado como um dos líderes de uma organização criminosa em Mato Grosso, é o principal alvo da Operação Dark Route, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (25). Foragido da Justiça, ele permanece escondido no Rio de Janeiro e, segundo as investigações, mantém conexões com as atividades criminosas desenvolvidas em Mato Grosso.

 

Ao todo, são cumpridos nove mandados de prisão, três de busca e apreensão e cinco de sequestro de veículos de luxo. Também são alvos da operação Guilherme Moura da Silva, preso na última quinta-feira (20); Guilherme dos Santos da Silva, o “Gordinho”; Josiel Raimundo Fernandes, conhecido como “Xuxu”; Edenison Luiz Moura de Melo, o “Chorão” ou “Delícia”; César Augusto Ramalho; Jerremy Valério Araújo; Luis Fernando Silva Oliveira, o “Frajola”; Salomão Araújo dos Santos, conhecido como “Sal da Várzea”; e Kayo Fernando Pereira da Cunha.

 

Os mandados são cumpridos em Várzea Grande e no Rio de Janeiro (RJ), em uma ação conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

 

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Conforme a Polícia Civil, os investigados atuavam em diferentes frentes da organização criminosa, garantindo proteção a foragidos, manutenção de “soldados armados”, movimentação financeira, suporte logístico e ocultação patrimonial.

 

A investigação aponta que o Rio de Janeiro não era utilizado apenas como esconderijo. As áreas dominadas pela facção no Estado funcionavam como pontos de proteção, comando e articulação, concentrando foragidos da Justiça de Mato Grosso, e pessoas responsáveis por dar suporte à liderança.

 

Parte dos integrantes estava instalada no Complexo do Alemão. O local servia como uma espécie de entreposto operacional, para onde eram enviados foragidos e soldados e de onde eram mantidas conexões com atividades desenvolvidas em Mato Grosso.

 

A investigação também identificou a capacidade bélica do grupo. Conforme a Polícia Civil, integrantes foram flagrados portando e efetuando disparos com fuzis de uso restrito, além de haver registros relacionados à guarda e ao remanejamento de armas e munições.

 

Prisões 

Antes da deflagração da operação, Guilherme Moura da Silva teve o mandado de prisão cumprido na quinta-feira (20). Apontado como um dos auxiliares da liderança, ele foi localizado no Rio de Janeiro com apoio da Polícia Civil após deixar o Complexo do Alemão para frequentar uma academia.

 

Durante a fase ostensiva da Dark Route, outros dois alvos foram presos em Várzea Grande, onde também foi cumprida uma medida de busca e apreensão contra outro investigado.

 

Já “Batman”, considerado o principal alvo da investigação, não foi localizado. Conforme a Polícia Civil, a fuga para o Rio de Janeiro não teria interrompido sua atuação criminosa.

 

Segundo os elementos reunidos na investigação, Jonas continuava utilizando áreas dominadas pela facção como pontos de proteção e articulação, mantendo contato com operadores financeiros, soldados armados, familiares e pessoas usadas para ocultar bens e atividades.

 

Frota de luxo 

A investigação identificou uma frota de veículos de luxo que circulava entre integrantes do grupo no eixo Rio de Janeiro–Mato Grosso, inclusive com automóveis formalmente registrados em nome de terceiros, embora utilizados por pessoas próximas à liderança.

 

Os veículos são apontados como instrumentos de deslocamento, logística, ostentação e ocultação patrimonial. A Justiça determinou o sequestro de cinco veículos: um Porsche Boxster GTS, duas BMWs, um Audi A3 e um Volkswagen T-Cross, com valor conjunto estimado em aproximadamente R$ 1,5 milhão.

 

O sequestro dos veículos integra a estratégia de descapitalização do grupo, buscando retirar não apenas os integrantes de circulação, mas também os bens utilizados para sustentar sua logística e demonstrar poder econômico.

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