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CRIMES DENTRO DE CASA 29.11.2025 | 17h45

Vítimas de feminicídio têm menos de 30 anos e Sinop lidera casos; 4 mortos por dia no Brasil

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Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Essa semana, o mundo chamou a atenção para o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, marcado em 25 de novembro. A data homenageia as irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo, na República Dominicana, sendo oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1999. O objetivo é reforçar a urgência de enfrentar todas as formas de violência de gênero. Em Mato Grosso, o cenário é alarmante. Somente este ano, 51 mulheres foram assassinadas por homem de seu círculo íntimo.

 

A Lei Maria da Penha, em seu artigo 5º, define violência doméstica como “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. Mesmo com avanços legais e políticas públicas, o cenário brasileiro segue grave.

 

O Mapa da Segurança Pública 2025 (ano-base 2024) revela que, diariamente, 4 mulheres são vítimas de feminicídio no país. Outros 7 homicídios atingem mulheres todos os dias, além de 196 vítimas diárias de estupro, números que evidenciam um quadro persistente de violência extrema.

 

Mato Grosso registra 51 feminicídios em 2025 

Em Mato Grosso, a situação é alarmante. O estado contabilizou 51 feminicídios até novembro, aproximando-se do recorde de 2020, quando 62 mulheres foram mortas. Junho foi o mês mais letal deste ano, com 10 vítimas.

 

Observatório Caliandra

Dados feminicidios Novembro 25

 

Levantamento do Observatório Caliandra, do Ministério Público Estadual, aponta que mais de 70% dos feminicídios registrados até julho ocorreram dentro das residências das próprias vítimas. Em 43% dos casos, os crimes foram cometidos com armas cortantes ou perfurantes, como facas, facões e canivetes.


A delegada Mariell Antonini, coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher da Polícia Civil, reforça a necessidade de mudança profunda.

 

“Não adianta colocar uma viatura na porta de cada casa. A violência acontece dentro do lar. Precisamos levar informação e transformar a educação dos nossos jovens desde cedo. Tudo que a criança vive na infância, reproduz na vida adulta”, argumenta a delegada.

 

Entre os municípios, Sinop lidera o ranking com 6 casos em 2025. As principais motivações seguem empatadas entre separação e ciúmes, presentes em 28 dos 51 crimes. A faixa etária mais atingida é a de 25 a 29 anos, reforçando o risco enfrentado por mulheres jovens, vítimas, sobretudo, de parceiros e ex-parceiros.

 

Leia também - Combate a violência doméstica fará parte da grade de disciplinas nas escolas estaduais

 

Antonini ainda destaque que datas como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, o Agosto Lilás e demais campanhas nacionais são fundamentais para evidenciar a desigualdade de gênero ainda presente no país e mobilizar a sociedade em torno da prevenção.

 

“É um dado que não nos orgulha. Pelo contrário, nos motiva a trabalhar ainda mais até que esse problema seja erradicado. Neste 25 de novembro, chamamos a sociedade à reflexão e ao envolvimento nesse processo. Não apenas profissionais, mas todas as pessoas podem ser agentes de mudança em uma sociedade plural como a nossa.”

A data de 25 de novembro reafirma a necessidade de políticas eficazes de prevenção, proteção e punição. Mas, sobretudo, lembra que cada número representa uma vida interrompida pela violência.

 

A luta pelo fim da violência contra a mulher exige vigilância permanente, investimento público, redes de apoio fortalecidas e, principalmente, o compromisso de toda a sociedade.

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