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'Cuiabá mais leve' 24.03.2026 | 18h31

Abilio condiciona entrega de canetas emagrecedoras a regras do SUS

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Ana Frutuoso e Fred Moraes

redacao@gazetadigital.com.br

Da Assessoria

Da Assessoria

O prefeito Abilio Brunini (PL) afirmou que o programa "Cuiabá mais leve", que prevê a distribuição gratuita de medicamentos para emagrecimento a pessoas com sobrepeso em Cuiabá, ainda depende de etapas técnicas e não tem prazo definido para sair do papel. Em entrevista na segunda-feira (23), o gestor explicou que, apesar do interesse da prefeitura em implementar a iniciativa, a ausência de protocolos oficiais para uso das chamadas “canetas emagrecedoras” no Sistema Unico de Saúde (SUS) tem impedido o avanço do projeto. O projeto chegou a ser estudado para implantação na rede pública, mas o alto custo o tornou inviável ao Ministério da Saúde.

 

Segundo Abilio, a principal dificuldade está na necessidade de criação de diretrizes seguras para aplicação dos medicamentos dentro do serviço público. Ele destacou que, diferentemente da rede privada, onde a responsabilidade é do médico e do paciente, no sistema público a responsabilidade recai sobre a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

 

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"Para que os médicos se sintam à vontade, eles precisam de um protocolo estabelecido. E montar um protocolo no município que não existe no Ministério da Saúde leva tempo e estudos. Porque nós estamos colocando profissionais da nossa unidade de saúde para fazer a aplicação de um medicamento que até então é de certa forma novo. É diferente de quando você vai num particular contratado, é a responsabilidade do médico particular e a responsabilidade sua com o paciente", explica o prefeito.

 

Abilio também alertou para os riscos de iniciar o programa sem regulamentação adequada. De acordo com ele, uma eventual judicialização poderia interromper o tratamento de pacientes já atendidos, o que traria prejuízos à saúde dessas pessoas.

 

"Agora que o governo federal colocou o Ozempic como uma das medidas a ser aplicado agora, mas ainda nem fez a distribuição desse medicamento e nem distribuiu os protocolos ainda para aplicação desse medicamento, ou seja, há uma propaganda nacional da aplicação, mas não há uma definição local de como vai ser feito. Então nós estamos aguardando que os protocolos sejam estabelecidos para que o tratamento seja feito", reforçou.

 

Anunciado em junho do ano passado com apoio da vereadora Michelly Alencar (União), o programa prevê investimento de R$ 1,2 milhão, por meio de emenda parlamentar, para aquisição do medicamento Mounjaro, utilizado no controle de peso. Apesar da garantia de implantação por parte do prefeito, a proposta segue parada e ainda sem data para começar.

 

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