TRATATIVAS COM A CS MOBI 23.03.2026 | 14h50

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Fred Moraes/Gazeta Digital
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a prefeitura abriu negociação com a CS Mobi, empresa responsável pela concessão do estacionamento rotativo, para que a revitalização do Centro Histórico inclua novas contrapartidas no contrato. Ele pede a reforma de casarões antigos e a criação de um modelo de aluguel social para artesãos que atuavam no Mercado Municipal voltem ao espaço após a revitalização.
As tratativas ocorrem em meio à reavaliação do contrato firmado na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), que, segundo Abilio, deixou lacunas principalmente na garantia de permanência de trabalhadores tradicionais no espaço revitalizado.
Um dos pontos em discussão é a mudança no objeto contratual para permitir que a concessionária passe a investir diretamente na recuperação de imóveis históricos da região central. A proposta, conforme o prefeito, é que a empresa assuma parte das obras como forma de compensação ao município.
Leia também - Mulher denuncia venda de canetas emagrecedoras em UPA
“Eles ficaram de fazer uma análise e apresentar uma proposta. A gente pediu que avaliem a possibilidade de assumir a reforma de alguns casarões, já que o projeto deles envolve a revitalização daquela região”, afirmou.
Além da preservação do patrimônio, a prefeitura tenta corrigir distorções identificadas após a reestruturação do Mercado Municipal Miguel Sutil, que a CS é responsável. De acordo com Abilio, o modelo atual, baseado exclusivamente em locação, tem impedido o retorno de artesãos e pequenos comerciantes que historicamente ocupavam o espaço.
“Hoje tudo é alugado, não tem nada cedido. Quem trabalhava com artesanato não consegue pagar o valor cobrado”, pontuou.
Diante desse cenário, a gestão municipal passou a defender a criação de um aluguel social voltado a esses trabalhadores, como forma de garantir que não sejam excluídos do novo modelo econômico implantado no local. A proposta já foi apresentada à concessionária, que, segundo o prefeito, sinalizou positivamente para a construção de uma solução.
A ideia é reservar um espaço específico para o artesanato e outras atividades tradicionais que ajudaram a consolidar a identidade do mercado ao longo dos anos. Entre elas, Abilio citou a venda de ração a granel, além de produtos típicos como açaí e guaraná ralado.
“São pessoas que ajudaram a manter viva aquela história. A gente vai buscar mecanismos para que elas permaneçam ali”, disse.
O prefeito não anunciou o parecer da empresa, nem expectativa quanto a solução dos problemas.
Desde o início de sua gestão, Abilio questiona legalidade e vantagens do contrato, chegando ser alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.
JORGE1 - 25/03/2026
Esse presente de grego, que Nenél deixou não só para os antigos inquilinos do mercado municipal, mas para toda a cidade. É preciso lembrar também, de tantos outros prefeitos da Capital, que fizeram vista grossa por conta dos grandes empresários que devem milhões em IPTU há muito tempo. Aqui cabe aos procuradores do município, a cobrança acirrada sobre os mesmos.
1 comentários