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ESTÁ 'TRANQUILO' 20.10.2026 | 09h02

Após buscas do Gaeco, Ilde Taques nega envolvimento em esquema investigado

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João Vieira

João Vieira

O vereador Ilde Taques afirmou que recebeu com tranquilidade o cumprimento de mandado de busca e apreensão realizado em sua residência na manhã desta terça-feira (20), durante a Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo a defesa, os agentes não encontraram elementos que relacionem o parlamentar a atividades irregulares.

 

Em nota assinada pelo advogado Eduardo Mahon, o vereador declarou que colaborou com o trabalho das autoridades. A defesa ressaltou, porém, que ainda não teve acesso aos autos do processo, que tramita sob sigilo, e que, por esse motivo, não pode apresentar detalhes sobre as investigações.

 

Ilde Taques também negou enfaticamente qualquer participação em articulações políticas, especialmente aquelas que envolvam supostas irregularidades na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande.

 

A manifestação ocorre no contexto da Operação Cathedra Venalis, deflagrada nesta terça-feira, que investiga suspeitas de organização criminosa, corrupção, obtenção de vantagens indevidas e cooptação de agentes públicos. A apuração tem como foco possíveis irregularidades envolvendo a Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.

 

Ao todo, a operação prevê o cumprimento de 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Entre os investigados estão 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá. Mais de 200 policiais participam das diligências.

 

Entre os alvos confirmados pelo estão: Cilcinho (PV), Braz Jaciro (PSDB), Alessandro Moreira (MDB), Wender Madureira (Republicanos), Sargento Galibert (PSB), Miguelzinho (Cidadania), Lucélia Oliveira (AGIR), Kleberson Feitoza (PSB), Raul Curvo (Republicanos), Enfermeiro Emerson (PP), Wanderley Cerqueira (MDB), Gisa Barros (Podemos), Rogerinho Dakar (PSDB), o suplente de vereador Samir Japonês (PL) e a diretora-geral da Câmara Municipal de Várzea Grande, Lorineide Aparecida Trindade Inhan. 

 

Já em Cuiabá, os alvos são Ilde Taques e Alex Rodrigues, ambos do Podemos.

 

Por meio da defesa, o parlamentar afirmou que permanece à disposição das autoridades judiciárias para prestar os esclarecimentos necessários e que seguirá normalmente com suas atividades parlamentares.

 

A investigação tramita sob sigilo, e o cumprimento de mandado de busca e apreensão não representa, por si só, comprovação de irregularidade ou culpa dos investigados. Leia a nota na íntegra:

 

"O vereador Ilde Taques informa que recebeu com tranquilidade o cumprimento de mandado de busca e apreensão na manhã de hoje (20), tendo colaborado com o trabalho das autoridades, que não encontraram qualquer elemento que o relacione com atividades irregulares.

 

O vereador Ilde Taques ainda não teve acesso ao processo que tramita de forma sigilosa e, portanto, não pode adiantar declarações sobre as investigações. Afirma de forma enfática que não tem qualquer relação com articulações políticas muito menos ilegais sobre a eleição da mesa diretora da Câmara de Várzea Grande.

 

Certo de que a sociedade cuiabana e mato-grossense merece respeito

 

por meio de informações públicas e confiáveis, o vereador Ilde Taques,

 

coloca-se à inteira disposição das autoridades judiciárias para continuar

 

prestando suas declarações e seguindo normalmente em sua vida parlamentar.

Eduardo Mahon

Advogado

OAB/MT 6363".

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