Publicidade

Cuiabá, Quinta-feira 25/06/2026

Política de MT - A | + A

POLÊMICA DA SEMANA 25.06.2026 | 09h09

Max desafia Galvan revelar nomes e cobra investigação sobre suposta ‘lei do retorno’ de emendas

Facebook Print google plus

ALMT/ Reprodução

ALMT/ Reprodução

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi (Podemos), defendeu que o Ministério Público e as forças de segurança investiguem a suposta “lei do retorno”, onde o parlamentar receberia até metade do valor da emenda em acordo com determinado prefeito, e que sejam apontados os responsáveis.


O assunto veio à tona após uma denúncia do pré-candidato a senador, Antônio Galvan (Avante), em entrevista à Rádio Cultura FM, nesta semana. Conforme o político, prefeitos do interior “estavam com a faca no pescoço”, diante do recebimento de emendas que supostamente retornavam ilegalmente a contas de alguns parlamentares.

 

Leia também - Max desafia Galvan revelar nomes e cobra investigação sobre suposta ‘lei do retorno’ de emendas

 

Em entrevista à imprensa, nesta quarta-feira (24), o parlamentar afirmou que Galvan tem obrigação de revelar os nomes dos prefeitos e deputados atrelados ao esquema. Para ele, caso as acusações sejam comprovadas, os envolvidos devem ser punidos com rigor.


“Não é grave. Acho que o Ministério Público tem que atuar e a imprensa também, tem que dar nome aos bois. Quais são os prefeitos? Acho que eles têm que se pronunciar. O Ministério Público tem que tomar providências disso. A imprensa tem que descobrir. Eu, particularmente, nunca ouvi um prefeito falar isso para mim. Pensar, imaginar 50% de retorno, eu não acredito nisso, sendo bem sincero. Se tiver, tem que ir para a cadeia”, afirmou.


O parlamentar afirmou que considera improvável a existência de um esquema envolvendo devolução de 50% dos recursos das emendas, alegando que os percentuais não seriam compatíveis com os custos de execução das obras e com os mecanismos de fiscalização existentes.


“Aqui eu falo 50%, você imagina 50% numa emenda parlamentar. A carga tributária brasileira é em torno de 20%. Como que você vai fazer uma casa, um posto de saúde com 30% do valor? Ainda tem o lucro da empresa. Não existe isso. Vou ser bem prático: não existe isso. Acho que é falácia”, argumentou.


Apesar de demonstrar ceticismo em relação ao percentual citado, Max ressaltou que qualquer irregularidade deve ser investigada e punida.


“Se existir, tem que ser culpado. Eu não posso dizer que não existe, porque também não posso falar por mais de 5.500 prefeitos e mais de mil parlamentares no Brasil. Se existe outros valores, tem que atuar. A Polícia Civil e o Ministério Público estão aí para isso, e que seja punido”, disse.


Por fim, o presidente da Assembleia voltou a cobrar que as denúncias sejam individualizadas e afirmou que jamais recebeu qualquer relato desse tipo.


“A gente tem que falar com nomes. O deputado tal, o prefeito tal falou isso. Qual é o prefeito? Quero ver um prefeito, porque nunca me falaram isso. Nenhum prefeito nunca teve uma conversa nesse sentido comigo. Se tem de outros deputados, tem que apontar, porque a gente tem que tomar providência. Não pode aceitar isso, não”, concluiu.

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Publicidade

Edição digital

Quinta-feira, 25/06/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.