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SUSPEITA DE PROPINA 25.07.2021 | 11h25

Após dois meses, empresário líder de quadrilha se entrega à polícia em Cuiabá

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Pablo Rodrigo e Yuri Ramires

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução

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Empresário Eder Pinheiro, dono da empresa Verde Transportes, se entregou na sede da Polinter na manhã deste domingo (25), em Cuiabá, após mais de dois meses foragido.  Ele teve a prisão decretada durante a 3º fase da Operação Rota Final, deflagrada em maio pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco Criminal) e Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco). Ele passará por audiência de custódia às 13h no Fórum de Cuiabá. 

 

Eder estava acompanhado do advogado Ricardo Monteiro. A prisão preventiva foi cumprida pelo delegado Marcus Veloso. Ao , Monteiro declarou que Pinheiro só se entregou agora pela falta acesso da defesa aos autos do inquérito, além disso, destacou que o Ministério Público Estadual (MPE) ainda não tinha ofertado a denúncia contra seu cliente.

 

Por isso, foi necessário a defesa entrar com um agravo regimental há duas semanas por falta da denúncia do MPE, julgado há uma semana. O Tribunal de Justiça decidiu que o MPE deveria apresentar a denúncia contra Eder em até 5 dias, o que foi feito. Com isso, a defesa teve acesso aos autos e o empresário se entregou.

 

De acordo com o MPE, Eder é apontado como chefe da quadrilha que tentou fraudar a licitação do transporte público intermunicipal. Além dele, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) e o ex-deputado Pedro Satélite foram alvos de busca e apreensão.

 

Já o presidente do Sindicato dos Empresários do Setor de Transporte Intermunicipal de Passageiros (Setromat), Júlio César Sales de Lima, terá que usar tornozeleira eletrônica.

 

Investigação

Na época, foi constatado que ele usou as contas da esposa para movimentar R$ 1 milhão que seria usado no pagamento de propina. A Verde Transportes pagaria propina não só para políticos, mas para que outras empresas de ônibus desistissem das licitações.  

 

Em uma das interceptações telefônicas, Eder foi flagrado oferecendo um apartamento em Orlando (EUA) e seu avião para que o então deputado Pedro Satélite pudesse resolver problemas familiares.  

 

Essa não é a primeira vez que Eder Pinheiro se envolve em polêmicas. Além do esquema no transporte, na época do governo de Silval Barbosa (sem partido), ele chegou a ser preso em maio de 2020, após ser flagrado com 5 armas dentro de um avião em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá). Apesar da detenção, Eder foi solto horas depois, ao pagar a fiança de R$ 5 mil.  

 

Ele também teve as contas bloqueadas em outubro de 2020, por ter entrado em recuperação judicial e depois ter começado a se desfazer do patrimônio, segundo denúncia de um dos credores.

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