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favorecimento em licitação 26.09.2020 | 13h50

Após prisão, Gaeco encontra empresa responsável por propina abandonada

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Logo após prender em flagrante o ex-secretário-adjunto da Casa Civil, Wanderson de Jesus Nogueira, conhecido como Dinho, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) visitou a empresa Gelo Mais, que está abandonada há pelo menos 3 anos, no bairro Santa Cruz, em Cuiabá.


O flagrante aconteceu após Wanderson receber a propina supostamente dentro da Casa Civil, na noite de quarta-feira (24). Ele estava em posse de R$ 20 mil. Questionado sobre a procedência do dinheiro, ele afirmou que a quantia era referente da compra de uma empresa de gelo. Contudo, a obra da "Gelo Mais" está parada há 3 anos. 


A diligência apurou que o dinheiro teria sido repassado por um representante de uma empresa, que foi favorecida em processo licitatório.

 

Leia também - Adjunto da Casa Civil é exonerado após ser acusado de receber R$ 20 mil de propina


Conforme depoimento do policial civil Raphael Meneguine, que atuou na prisão de Wanderson, o grupo recebeu denúncia de uma pessoa que não quis se identificar, na tarde de quarta-feira. Segundo o relato, o responsável pela empresa “TMF” foi até à Casa Civil e entregou um envelope contendo dinheiro em espécie ao ex-secretário.


Os policiais então foram até o Palácio Paiaguás e abordaram Wanderson por volta de 18h30, próximo da loja Havan da avenida do CPA, quando ele deixou o trabalho. Ele entrou em um Toyota Corolla preto, com uma mochila no banco de passageiro.


Quando revistaram a mochila, os policiais encontraram muitos documentos, além do envelope branco contendo notas de R$ 50 e R$ 100, totalizando R$ 20 mil. Questionado sobre a origem do dinheiro, Wanderson a princípio deu respostas evasivas.


Em seguida, o ex-secretário afirmou que a quantia era dele, e que havia recebido de um “Thiago”, a partir de uma venda de uma empresa de gelo chamada “Gelo Mais”.


“Segundo alegado por Wanderson, Thiago da TMF estaria comprando essa empresa do conduzido Wanderson, motivo pelo qual havia entregue esse valor para ele na data de hoje na Casa Civil”, diz o policial no depoimento.


A equipe verificou a checagem da empresa, que não está no nome de Wanderson, e sim de Manoella Arruda Moura de Araújo. Após a prisão do ex-secretário, o grupo foi até o endereço indicado da sede da “Gelo Mais”, no bairro Santa Cruz, e encontrou uma construção não terminada.


Os policiais questionaram moradores vizinhos da construção, que relataram que a obra iria ser uma fábrica de gelo, mas o proprietário se mudou para o exterior. “Informaram ainda que, os trabalhos na construção estão parados a cerca de 3 anos”, diz trecho.

 

Demitido

Em nota, a Casa Civil informou que ele foi demitido do cargo logo após a prisão em flagrante e que o ato será publicado no Diário Oficial desta sexta.

 

“O Governo reitera que não coaduna com qualquer prática de crime e que atua fortemente no combate à corrupção”, diz trecho da nota, que ressaltou ainda o respaldo do executivo estadual para denúncias sobre irregularidade, cobrando investigação, esclarecimento e punição ao servidor envolvido em corrupção.

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