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Deu em A Gazeta 12.08.2020 | 07h47

Base do governo arrisca votar Previdência

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Fablicio Rodrigues/ALMT

Fablicio Rodrigues/ALMT

Sem acordo com o funcionalismo público, os deputados estaduais governistas vão arriscar a votação da reforma da Previdência. Na pauta de votações desta quarta-feira (12) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é a primeira a ser votada. Os servidores públicos anunciam um buzinaço na frente da Casa de Leis na hora da sessão em protesto ao projeto que será votado.

 

Mesmo com possibilidade de o presidente tirar de pauta a proposta, Eduardo Botelho (DEM) afirmou que vai manter o projeto em pauta. A dificuldade do governo é conseguir os 15 votos necessários para a aprovação, uma vez que a oposição conseguiu reunir um grupo de 10 deputados que defendem a pauta sindicalista.

 

O governo se apega ainda ao resultado da primeira votação, na qual conseguiu 16 votos. Seriam computados, nesta previsão, os deputados Claudinei (PSL) e João Batista (Pros), que se uniram ao grupo Resistência Democrática para tentar aprovar as emendas do Fórum Sindical. Mesmo com o compromisso de protelar a votação até um acordo com o Executivo, a base está segura de que, caso o projeto entre em pauta, os dois parlamentares votem com o governo pela aprovação da mudança no sistema previdenciário de Mato Grosso.

 

Os deputados contrariaram as expectativas dos servidores e do Fórum Sindical na primeira votação. Por serem servidores de carreira do Estado, ou seja, concursados, a expectativa era que votassem contra a PEC que traz mudanças na aposentadoria dos servidores. Eles articularam benefícios para os servidores da segurança pública, mas segundo o Fórum Sindical, prejudicaram os outros 45 mil funcionários públicos de outras pastas. Com esse voto, eles estão entre os nomes ‘proibidos’ no Fórum Sindical, chamados nas redes sociais de ‘traidores dos servidores’.

 

Aposta em voto duplo
A articulação que fez João Batista mudar o voto foi a inclusão dos policiais penais na categoria da segurança pública, que tem regras mais benéficas na Previdência estadual. No entanto, oficialmente, ele afirmou que o governo já tinha votos suficientes para aprovar a PEC na primeira e segunda votações e, por isso, preferiu negociar do que apenas fazer um voto de protesto.

 

Os dois que fazem parte do bloco “resistente” ao projeto teriam um acordo de tentar protelar a votação da PEC até que o governo abra o diálogo para as emendas sugeridas pelo Fórum Sindical, porém, a liderança do governo está confiante de que o projeto deve ser votado e terá 16 votos, um a mais que o necessário para a aprovação, que seriam os votos de João Batista e Claudinei.

 

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