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OPERAÇÃO 28.04.2021 | 11h52

Botelho nega ser 'sócio oculto' de empresa investigada pelo Naco

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

O deputado estadual Eduardo Botelho (DEM) negou qualquer participação na empresa Eletroconstro Prestação e Terceirização de Serviços Ltd, que foi alvo de busca e apreensão durante a Operação Sócio Oculto, deflagrada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco Criminal) e  Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) na terça-feira (27). 

 

Botelho alega não ser o 'sócio oculto' da empresa que tem um contrato de R$ 48,7 milhões com a Prefeitura de Cuiabá e que, segundo as investigações, teria ocorrido direcionamento de licitação e superfaturamento dos serviços de varrição de praças e vias públicas.  

 

"Eu não sou sócio oculto. Essa empresa foi criada lá em meados de 2010, 2011, não sei, por uma pessoa que trabalhou comigo por quase 20 anos. Eu o ajudei a montar a empresa na época, mas não sou sócio oculto", disse Botelho nesta quarta-feira (28) durante entrevista ao programa A Notícia de Frente, da TV Vila Real.  

 

Leia também -Advogado perde causa e é obrigado a pagar R$ 33 mil para clientes

 

Segundo Botelho, ele não teria motivo para usar 'laranja' para a empresa, já que não era político quando ela foi criada.   Botelho defende a investigação pelo MPE e acredita que provará que não tem qualquer envolvimento. Ele afirma que a empresa é de um ex-funcionária da construtora Nhambiquaras, de sua família.  

 

O parlamentar ainda diz que chegou a 'ajudar' na montagem da empresa, mas que depois o ex-funcionário seguiu sozinho em sua empresa. "Tenho quase certeza que ele é maior do que a Construtora Nhambiquaras, porque ele está em vários municípios. Voou solo e tomou rumo”.  

 

Eduardo Botelho ainda revelou que o mesmo assunto foi investigado pela Polícia Federal em 2015 e que ele chegou a prestar depoimento. Porém, o assunto foi arquivado por falta de provas. “Foi investigado exaustivamente, todos foram intimados. Eu fui intimado pela PF, fui lá dar depoimento. E eles arquivaram porque realmente não existe relação nenhuma relação minha com ele. Nenhuma”.   

 

“Em 2014, quando fui candidato, ele fez uma doação legal para mim, que não me lembro se foi de R$ 80 mil ou R$ 100 mi”, completa.  

 

Operação  

Nesta terça-feira (27) o Naco e Gaeco deflagraram a Operação Sócio Oculto, que tem como objetivo investigar o contrato firmado entre a Prefeitura de Cuiabá e uma empresa que presta serviços de varrição de praças e vias públicas no ano de 2019. O contrato foi avaliado em R$ 48.745.826,56. Por meio de nota, o Poder Executivo da capital se manifestou e negou qualquer irregularidade.     

 

No documento assinado pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e a empresa Eletroconstro Prestação e Terceirização de Serviços Ltda, até o momento, várias irregularidades já foram apontadas pelas autoridades, como por exemplo, o número de trabalhadores para realizar os serviços de limpeza, qual a empresa não disponibiliza.    

 

No andamento da investigação foram descobertas procurações recíprocas outorgadas entre os sócios-proprietários das empresas envolvidas, algumas conferindo poderes amplos e irrestritos sobre a gestão das companhias, denotando a existência de vínculos inusuais entre a Eletroconstro e a Construtora Nhambiquaras Ltda. Esse fato, somado a outros, sugerem que os proprietários formais da Eletroconstro sejam meros “laranjas” da empresa.     

 

Por meio de nota a prefeitura de Cuiabá afirmou que o contrato foi formalizado a partir da conclusão do processo licitatório iniciado em 2018, no qual a empresa foi a vencedora.  "Nesse sentido, destaca que foi respeitado todas as etapas determinadas pela legislação, inclusive com apresentação das justificativas a todos os questionamentos feitos na época pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE)", diz trecho da nota.  

 

"Por fim, o Executivo enfatiza seu apoio à toda ação dos órgãos de controle que visam garantir o zelo ao erário e se coloca à disposição para colaborar com todas informações necessárias ao avanço das investigações", finzaliza.

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Comentários

Ricardo - 29/04/2021

Já trabalhei nessa empresa os donos são Romulo e Botelho Natalino é testa e por baixo do pano tem um senador vou falar só as iniciais Jaime Campos.

Arno - 28/04/2021

SÓ ELE ACREDITA NESSA HISTÓRIA!! Ainda acha que o povo Acredita!!!

arno - 28/04/2021

COITADO ESTÃO USANDO O NOME E CPF DELE !!! Ele é bem inocente, COITADO SÓ DEU IDEIAS !!!

Benedito costa - 28/04/2021

Uma coisa é a Polícia errar um tiro. Outra coisa é a Polícia investigar um crime. Sou mais essa última tese de que o Deputado é sócio oculto. Aliás todo e qualquer político tem essa habilidade de faturar montando esquemas como esse de ser sócio sem aparecer e a outra é ter os chamados "laranjas". Tenho lá minhas dúvidas se a empresa de Ônibus União e a nhambiquara não seja de Jayme

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