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SESSÃO CANCELADA 11.05.2026 | 11h12

Câmara de VG aciona policia para procurar grampos em sede

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Pablo Rodrigo e Aparecido Carmo

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução

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A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande suspendeu a sessão ordinária que seria realizada nesta terça-feira (12), para que a Polícia Civil realize uma varredura completa em suas dependências. A medida busca identificar a possível presença de dispositivos de escuta ambiental (grampos) no prédio legislativo e no plenário.   

 

A varredura foi solicitada pela Secretaria Legislativa de Gestão e Planejamento e será executada pela Gerência de Contrainteligência (GECOI) da Polícia Civil. A decisão institucional ocorre logo após uma denúncia formalizada pelo vereador Bruno Rios (PL), que registrou um boletim de ocorrência após suspeitar que seu gabinete estava sendo monitorado por dispositivos clandestinos de áudio.  

 

De acordo com o registro policial, o vereador e um assessor estavam fazendo ajustes no gabinete, quando encontraram atrás das bandeiras do estado e do município o aparelho, em uma canaleta do ar-condicionado. O microfone, pequeno o bastante para caber no esconderijo, estava revestido por uma fita isolante. O aparelho foi entregue às autoridades policiais no momento do registro da denúncia.  

 

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Em nota oficial, a Câmara Municipal destacou que o procedimento é fundamental para assegurar a "transparência e o pleno funcionamento dos trabalhos legislativos", garantindo a segurança institucional da Casa de Leis.   

 

A onda de denúncias de grampos e escutas vem ocorrendo desde março deste ano. Durante uma vistoria de rotina no gabinete da prefeita Flávia Moretti (PL), foi encontrado um aparelho sob suspeita de ser uma escuta próximo da sua mesa.   Na semana passada, a perícia técnica descartou a possibilidade de o material encontrado ser de arapongagem.  

 

O contexto de suspeita de grampos no meio político de Várzea Grande ocorre meio à divulgação de supostos áudios da prefeita em que ela fala de compra de parlamentares por parte do presidente da Câmara, vereador Vanderley Cerqueira (MDB), que nega as acusações.  

 

Na semana passada, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) decidiu investigar um vídeo em que o esposo da prefeita, Carlos Alberto, aparece contando pilhas de dinheiro. Ele nega irregularidades e diz que o vídeo foi tirado de contexto.

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