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eleições 2026 01.09.2026 | 11h07

Candidato ex-MBL admite 'hiperfoco' em candidato do PL; 'Ele não é de direita'

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João Vieira

João Vieira

Em uma estratégia declarada abertamente antes de entrar no estúdio para o debate, o candidato ao governo do Estado pelo partido Missão, Rafaell Milas, afirmou que usará o confronto direto para emparedar o senador e adversário na disputa, Wellington Fagundes (PL). O objetivo central do postulante é desconstruir a imagem conservadora do rival e demonstrar ao eleitorado que o congressista não representa legitimamente a ala direitista do espectro político.  

 

A tática de focar os ataques no representante do PL foi admitida publicamente por Milas momentos antes do início do programa. Sem hesitar, o candidato deixou claro que o debate servirá como palco para expor as contradições do adversário e disputar a preferência do eleitorado alinhado ao conservadorismo.  

 

"Nós vamos para o debate para confrontar diretamente o senador Wellington Fagundes. A nossa meta principal é mostrar para a sociedade e para o eleitor que ele não é de direita de verdade", afirmou Milas durante a entrevista. Segundo o candidato do Missão, a trajetória e as votações do senador no Congresso Nacional revelam um perfil pragmático e fisiológico, distante dos valores defendidos pelo campo conservador. "Ele usou essa rotulagem por conveniência eleitoral, mas o histórico dele mostra outra realidade, e é isso que vamos expor."  

 

Além do embate ideológico e do foco no eleitorado conservador, Milas aproveitou a entrevista para detalhar as principais diretrizes do seu programa de governo. O candidato buscou equilibrar o tom confrontador do pré-debate com a apresentação de propostas voltadas para áreas prioritárias como gestão pública, desenvolvimento econômico, infraestrutura e segurança.  

 

No campo da administração pública, o postulante do Missão defende uma reformulação profunda na máquina estatal, pautada pelo enxugamento de custos, corte de privilégios e eficiência operacional. De acordo com o candidato, o Estado precisa parar de pesar sobre o bolso do contribuinte e focar estritamente na prestação de serviços essenciais de qualidade.  

 

"Nossa gestão será pautada pela responsabilidade fiscal rigorosa e pela eficiência na aplicação dos recursos públicos. Vamos enxugar a máquina estatal, cortar cargos comissionados e acabar com desperdícios", destacou Milas. "O dinheiro do imposto precisa voltar para o cidadão em forma de saúde, segurança e educação de excelência, e não servir para sustentar privilégios da burocracia", completa. Em relação à segurança pública, o candidato defende o fortalecimento das forças policiais, investimentos em inteligência e uma política de tolerância zero contra a criminalidade organizada.

 

 "Não existe desenvolvimento econômico nem liberdade onde as pessoas vivem com medo. Segurança pública é prioridade absoluta no nosso plano de governo. Vamos equipar as polícias, valorizar os servidores da ponta e agir com firmeza contra o crime", concluiu o candidato do Missão.

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