'NÃO ESTOU À VENDA' 21.07.2026 | 12h53

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Fred Moraes/ GD
Primeiro nome ao governo de Mato Grosso a ter a candidatura homologada em convenção partidária, Rafael Millas (Missão) afirmou nesta terça-feira (21) que foi alvo de investidas para recuar da corrida eleitoral em torno do Palácio Paiaguás. Sem citar nomes, ele disse que emissários fizeram contatos indiretos sugerindo que desistisse da disputa, mas garantiu que seguirá na campanha.
“Houve sim burburinho aqui, burburinho ali. Mas a minha candidatura não está à venda, não é de aluguel e não é ensaio de nada”, declarou durante entrevista ao
, acompanhando o presidente nacional do partido, Renan Santos, que cumpre agenda em Mato Grosso.
Conforme o candidato, os “assediadores” eram intermediários de um pré-candidato. Ao ser perguntado se houve oferta de dinheiro ou cargos, negou.
“Indiretamente sim, ofereceram sim, mas, conhecendo meu perfil, eles ficam meio receosos. Só que, diferente desses que estão postos à direita, ou sabor direita. Mandaram intermediários, sim. Oferecendo indiretinhas para retirar a candidatura. Mantenho firme e forte”, explicou.
Convenção
Millas teve a candidatura homologada na convenção do Missão, realizada nesta segunda-feira (20), e afirmou que disputará o Palácio Paiaguás com chapa pura, descartando alianças com outras siglas.
“O partido tem casa própria, tem um ideal próprio. Não tem como vender o que fazemos de diferente se aliando com quem está aí fazendo errado há 30 anos”, afirmou.
O pré-candidato também minimizou o peso das pesquisas eleitorais neste momento. Segundo ele, os levantamentos representam apenas um retrato do cenário atual e o desempenho deve mudar durante a campanha.
“A campanha nem começou. Quando vierem os debates e eu puder mostrar as incoerências dos meus adversários, além das propostas do Missão, acredito que tudo pode mudar”, disse.
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