novo capítulo 17.03.2022 | 15h46

redacao@gazetadigital.com.br
Secom/Imagem ilustrativa
Consórcio Construtor BRT Cuiabá será o responsável pelas obras do Ônibus de Transporte Rápido (BRT) na Capital e Várzea Grande. As empresas venceram o processo de licitação do governo de Mato Grosso na manhã desta quinta-feira (17) e receberão R$ 468 milhões para executar o projeto.
O consórcio é formado pelas empresas Nova Engevix Engenharia e Projetos S.A., Heleno & Fonseca Construtécnica S.A. e Cittamobi Desenvolvimento em Tecnologia Ltda. A partir de agora, a empresa terá um prazo de um dia útil para apresentar a documentação comprobatória exigida pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT).
Leia também - 'Mentirinha de Nenel', ironiza Mendes sobre projeto de candidatura de Emanuel
O grupo será responsável pela elaboração dos projetos básicos e executivos de engenharia, de desapropriação, obtenção de licenças, outorgas, aprovações e execução das obras de implantação do corredor do BRT.
De acordo com o secretário-adjunto de Obras Especiais da Sinfra, Isaac Nascimento Filho, esse é um dos ganhos promovidos pelo RDCi. “Agora teremos a fase de habilitação de documentos e logo a assinatura do contrato e o início dos serviços. Isso representa um ganho para a sociedade, que terá um modal melhor técnica e economicamente”, afirmou.
O consórcio apresentou proposta de R$ 468.031.500,00, o que representa um desconto de 2,59% em relação ao valor de referência da obra, que era de R$ 480.500.531,82. No valor da obra também estão inclusas as construções de 46 estações, de um terminal na região do Coxipó e outro no CPA, e a reconstrução do Terminal André Maggi, em Várzea Grande.
Será construído ainda um viaduto para passagem do BRT na rotatória das avenidas Fernando Corrêa da Costa e Beira Rio, uma nova ponte sobre o rio Coxipó, a criação de um parque linear na avenida do CPA, a requalificação do Largo do Rosário e demais adequações no trânsito.
Segundo o secretário-adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano, Rafael Detoni, o BRT vai promover uma mudança na mobilidade urbana de Cuiabá e Várzea Grande. “Na prática a gente tira o volume de ônibus dos bairros para o centro. É um ganho em agilidade, velocidade operacional, que se traduz em menor tempo no trânsito”.
Detoni ainda explica que há outros ganhos para a mobilidade ativa e a requalificação urbana das cidades. “As obras trazem uma melhoria de aspecto visual em Cuiabá e Várzea Grande, com o parque linear, a requalificação do Largo do Rosário, melhoria das calçadas e arborização na Avenida do CPA”, afirmou.
Consórcio Mobilidade MT, segundo colocado no processo licitatório, manifestou intenção de recorrer junto à Comissão Permanente de Licitação da Sinfra-MT.
Imbróglio
A decisão de troca do VLT pelo BRT foi tomada pelo Governo, em dezembro de 2020, a partir de decisão judicial que determinou rescisão contratual com o consórcio, suspeito de corrupção e pagamento de propina para agentes públicos, conforme consta em delação premiada.
Como o contrato foi rescindido com decisão judicial de 2017, ratificada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2019, o Governo acionou o Consórcio VLT na Justiça, pedindo ressarcimento e indenização aos cofres públicos pela não finalização das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), prevista para 2014.
A ação foi impetrada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), que também requereu que o consórcio faça a venda dos vagões do VLT, adquiridos erroneamente.
Foi realizada uma audiência pública para apresentar o estudo que embasou a mudança do VLT para o BRT, e depois outras duas audiências foram realizadas, uma em Cuiabá e outra em Várzea Grande, para apresentar o anteprojeto do Ônibus de Trânsito Rápido. Uma consulta pública foi aberta e os cidadãos tiveram oportunidade de enviar críticas e sugestões para o projeto.
O plano de integração do transporte coletivo foi apresentado às prefeituras das duas cidades que receberão o modal e a mudança foi aprovada pelo Conselho Deliberativo Metropolitano da Região do Vale do Rio Cuiabá (Codem/VRC).
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.
Carlos - 18/03/2022
Que governo burro é muita pirraça e cara nem matogrossense é e fica só atrasando o lado de MT. Pois o vlt como mais moderno da mais imagem a capital e é um transporte moderno a energia esse tal de BRT e o mesmo transporte que temos só muda o nome é a mesma porcaria será só no início depois será só sucatas esse governador tá copiando Goiânia por ser goiano vê se lá o povo quer ainda é birra e roubalheira esse cara muito ganancioso chegou aqui como universitário a poucos anos de vida e olha tamanha grandeza de suas finanças e não para de ficar com olho grande ainda.ainda bem que Deus deixou a morte senão o que seria mais um traste desse que só pensa em dinheiro.
Nilson Ribeiro - 18/03/2022
QUEM QUER DINHEIRO??? AONDE ESTÁ O DINHEIRO QUE ESTAVA AQUI?? MAIS UMA MANOBRA PARA CONTINUAR ROUBANDO. ESSA OBRA NÃO VAI SAIR. PERÍODO ELEITORAL SÓ PARA DISTRIBUIR DINHEIRO DO POVO PARA SEUS GRUPINHOS. SE NÃO, NÃO SERÁ ELEITO E, O PROXIMO GOVERNAFOR IRÁ RECETER TODO O PROXESSO DE SUBSTITUIÇÃO E O POVO FICA SEM TRANSPORTE DE QUALIDADE, SEM DINHEIRO, SEM VERGONHA POIS CONTINUAM A VOTAR. VAMOS NOS AUSENTAR DAS URNAS PARA QUE ESSE LARAPIO SEM TOCAM, DESAPAREÇAM.... FORA, CHEGA.
Henrique Santos - 17/03/2022
Começou muito mal: essa Nova Engevix Engenharia e Projetos S.A. foi investigada na Operação Lava Jato por ganhar licitações através de propinas aos gestores públicos. Agora está aqui para continuar a operação de corrupção aos agentes públicos de MT. Começaram muito mal !!!!
3 comentários