regras descumpridas 16.01.2026 | 14h37

ana.frutuoso@gazetadigital.com.br
Gazeta Digital
Após circular vídeos de ambulantes correndo para salvar mercadorias diante de fiscalização municipal, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), justificou que a medida foi tomada porque os trabalhadores descumpriram regras estabelecidas. Em publicação, ele informou que a vistoria deveria ter ocorrido antes, mas foi adianta por conta do período natalino.
Na manhã desta quinta-feira (15), a Secretaria Municipal de Ordem Pública realizou a retirada de trabalhadores ambulantes irregulares e aprendeu mercadorias de três vendedores que estavam nas calçadas da Rua 13 de Junho, no Centro de Cuiabá. Nas redes sociais, o prefeito Abílio Brunini (PL) afirmou que o objetivo é garantir a ordem pública.
“Arrumamos espaço para eles, montamos tendas, flexibilizamos locais. Porém, descumpriram todas as medidas, invadiram as calçadas e desrespeitaram os acordos que eles mesmos firmaram. Não corrigimos isso no fim do ano por conta do Natal e do Ano Novo, mas agora precisamos agir para liberar as calçadas e garantir a acessibilidade”, afirmou o prefeito.
A ação contou com apoio da Polícia Militar, com o objetivo de assegurar o direito de locomoção dos pedestres, em especial os idosos e pessoas com deficiência, assim como promover a organização do espaço urbano.
Embate
Desde maio de 2025, a Prefeitura de Cuiabá tem adotado medidas para desocupar áreas públicas, após notificações aos ambulantes e recomendação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Como alternativa, iniciou o cadastramento dos comerciantes interessados em atuar no Shopping da Orla. Porém, o espaço é criticado devido ao baixo fluxo de consumidores que impacta diretamente nas vendas.
Diante das reclamações, a gestão municipal liberou a Travessa Desembargador Lobo, lateral do Calçadão, para funcionar como espaço destinado ao comércio ambulante. A proposta buscava conciliar o trabalho dos vendedores com a organização urbana.
A prefeitura justifica a fiscalização como cumprimento de uma exigência legal e argumenta que a ocupação irregular das calçadas compromete a mobilidade urbana, a acessibilidade e o direito de ir e vir da população.
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