DEBANDADA DO PSB 17.01.2026 | 15h08

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Montagem GD
Apesar do discurso conciliador do ex-governador e ex-senador Pedro Taques, recém-empossado presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB), o movimento de saída de lideranças municipais da sigla já está em curso. Prefeitos, vice-prefeitos e outras chefias políticas devem acompanhar o deputado estadual Max Russi em sua migração para o Podemos, em um ato de filiação marcado para o dia 7 de março.
Max Russi, que presidiu o PSB em Mato Grosso e foi responsável por estruturar o partido no Estado, confirmou que entre 15 e 20 prefeitos devem se filiar ao Podemos. Segundo ele, o processo ocorreu de forma dialogada com a direção nacional do PSB e sem rompimentos políticos.
“Eu já tinha um compromisso com o Podemos. O presidente nacional do PSB me ligou e falou sobre a possibilidade de passar a presidência ao ex-governador Pedro Taques. Achei excelente. Combinei apenas que a transição fosse feita no início de janeiro. Saio pela porta da frente, com tranquilidade”, afirmou o parlamentar à imprensa.
Russi destacou que, de sua parte, não houve liberação formal de mandatários pelo partido, buscando esvaziar a sigla, frisando respeito à autonomia do partido. “Não é essa a política do partido liberar automaticamente. Em março de 2028, cada um faz a opção que entender melhor. Quem quiser vir para o Podemos será bem-vindo, quem quiser ficar no PSB ou em outro partido, não terá problema nenhum”, disse.
Além de prefeitos e vice-prefeitos, o evento de filiação deve marcar a entrada de novos nomes na legenda. Estão confirmadas as filiações dos deputados estaduais Beto Dois a Um e Fábio Tardin, além de pré-candidatos a deputado estadual e federal. “Vai ser um grande ato. Um momento importante para assumir oficialmente o Podemos em Mato Grosso e iniciar a construção partidária”, reforçou Russi.
Apelo de Taques não segura base municipal
Ao assumir o comando do PSB, Pedro Taques reconheceu publicamente o legado deixado por Max Russi e tentou conter uma possível debandada, sobretudo entre prefeitos e vereadores. Atualmente, o PSB conta com 15 prefeitos e cerca de 150 vereadores no Estado, base construída majoritariamente durante a gestão de Russi.
“Cumprimento o deputado Max, que fez um belo trabalho e deixou um partido forte. A saída dele foi por entendimento. Assumo com a missão de mostrar a possibilidade de um partido que defenda a Constituição, a democracia e a responsabilidade política. Não posso obrigar ninguém a ficar. Liberdade é liberdade”, afirmou Taques.
Ciente de que vereadores não podem trocar de legenda neste momento, já que a janela partidária só ocorre em 2028, Taques disse que pretende dialogar com todas as lideranças e evitar conflitos internos. “Não quero brigar. Vamos conversar, construir com tranquilidade”, pontuou.
Mesmo com o esforço de pacificação de Taques, a saída de Max Russi leva crer que parte expressiva da base municipal do PSB deve, ao menos neste momento, optar por caminhar com o deputado no Podemos, redesenhando o mapa partidário para as eleições deste ano em Mato Grosso.
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