alto custo 02.06.2026 | 17h20

laisa@gazetadigital
Reprodução TV Vila Real
O presidente do Departamento de Águas e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), Rogerinho da Dakar (PSDB), garante que, a partir de setembro deste ano, será possível apresentar uma proposta de concessão do órgão. Assim, a segunda etapa contará com audiências públicas e estudos feitos pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para nortear o processo.
Resolver o problema de saneamento e privatização do departamento foi uma das promessas de campanha da prefeita Flávia Moretti (PL). Entretanto, depois de mudanças no contrato de concessão, a gestora acrescentou que essa gestão privada acontecerá por um prazo determinado, permitindo assim a continuidade do DAE como um órgão público.
“Vai ser feita a concessão, não uma privatização. Então, será feito todo esse levantamento e aí o Poder Executivo vai ver a melhor forma de conduzir. Se é por leilão ou outro estilo de concessão”, explicou em entrevista no Jornal do Meio-Dia na segunda-feira (01).
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O presidente explica que a prioridade do órgão hoje é solucionar os problemas orçamentários para que seja possível acabar com o problema de falta de abastecimento.
“Nós estamos dando prioridade em vazamentos, porque nós perdemos 70% da água tratada em vazamento no município. Então, hoje o custo disso é muito alto, você gasta com energia, você gasta com produtos químicos e, no final das contas, você não chega a água na torneira das pessoas e quando chega, chega fraco em determinados bairros devido ao vazamento”, explicou.
Ele responsabiliza a antiga gestão pela situação orçamentária, uma vez que o DAE atua com uma dívida de R$ 2 milhões mensais.
“Devido à falta de planejamento e gestão que se passou, hoje o DAE arrecada em torno de R$ 5,5 milhões, R$ 5,8 milhões por mês, e o custo operacional hoje do DAE é de R$ 7,5 milhões, R$ 7,7 milhões. Então, nós temos que, sim, fazer a concessão para que a gente possa ter esses investimentos mais rápido. Porque nós sabemos que o órgão público é moroso. Tem todo o processo de licitação e, já a concessão, não. Você vai conseguir dar uma resposta rápida para a população” concluiu.
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