LAVAGEM DE DINHEIRO 23.06.2020 | 10h57

yuri@gazetadigital.com.br
Assessoria
Atualizada 11h09 - Foi descartada a participação do prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) no esquema de lavagem de dinheiro que está sendo investigada pela Polícia Civil dentro da Secretaria Municipal de Educação, afirmou o delegado Luiz Henrique Damasceno, da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).
Segundo Damasceno, essa é uma das inquietações que foram levantadas desde a manhã desta terça-feira (23), quando a operação foi deflagrada a ‘Operação Overlap’. “Está tramitando em 1º instância, não há nada que envolva o chefe do município. É uma questão na Secretaria de Educação que vem desde 2017”, destacou.
Leia também - Secretário de Educação de Cuiabá é afastado do cargo em operação da Polícia Civil
Delegado informou que o inquérito vai continuar tramitando na Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e na Deccor. “Fizemos o cruzamento de dados, checagens de pessoas e nas buscas de hoje, só foram alvos pessoas com grau avançado de suspeita. É uma investigação que dura 2 anos”, finalizou.
Investigação é baseada na analise financeira, bem como a análise de planilha de licitação da construção de uma creche, no CPA 3, ressaltou o delegado. “Nesse trabalho, foi constatado itens duplicados, tanto na gestão anterior, quanto na atual da secretaria”, conta.
Ou seja, tudo começou quando o secretário de Educação ainda era Rafael de Oliveira Cotrim, que entrou no cargo em março de 2017 e ficou até fevereiro de 2018. Em seguida, a pasta passou a ser comandada por Alex Vieira Passos, que foi afastado do cargo por decisão judicial nesta terça.
Novas diligências não foram descartadas. Acontece que, com a apreensão de documentos, mais informações podem ser descobertas. “As buscas de hoje foram para complementar o que temos no inquérito, documentos que forçam tudo o que já temos. Vamos analisar e finalizar o inquérito”.
Duplicidade nos contratos
Conforme já repassado pela Polícia Civil, R$ 249.451,00 em custos executados no contrato 178/2017, que já constavam como executados no contrato 5979/2012, porém foram executados novamente de forma integral ou parcial.
Se somados o valor do contrato nº 5979/2012 (R$ 1.208.321,93), com o valor pago no contrato nº178/2017 (R$1.096.248,81), chega-se ao valor total de R$ 2.304.570,74, para uma obra que tinha como custo inicial R$ 1.432.300,00, ou seja, uma diferença de R$ 872.270,74, superando em pouco mais de 60% do valor inicialmente licitado em 2012.
“Mais uma vez a relação entre empreiteiras e o poder público aparece sendo alvo de operações da polícia. Haverá desdobramentos, com certeza”, finalizou.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.