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Cuiabá, Quarta-feira 23/09/2020

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Overlap 23.06.2020 | 06h54

Secretário de Educação de Cuiabá é afastado do cargo em operação da Polícia Civil

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Divulgação

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Atualizada às 10h15 - Secretário de Educação de Cuiabá, Alex Vieira Passos, é alvo da 'Operação Overlap', deflagrada na manhã desta terça-feira (23), pela Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. O objetivo é investigar a suspeita de lavagem de dinheiro promovida pela gestão da Secretaria Municipal de Educação. Ao todo, 9 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, bem como o afastamento cautelar do secretário Alex. 

 

Conforme as informações da Polícia Civil, a operação foi deflagrada pela Delegacia Especial de Combate à Corrupção (Deccor) e Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). O inquérito foi instaurado em 2017, com a suspeita de que o secretário da época Rafael de Oliveira Cotrim teria recebido valores indevidos por meio de empresas, hoje contatadas que são ligadas ao atual secretário, Alex Vieira.

 

Consta que os analistas identificaram que uma empresa contratada no ano de 2017 para a reforma da creche CMEI – Joana Mont Serrat Spindola Silva, localizada no bairro CPA III, em Cuiabá, teria como real proprietário o atual secretário municipal de educação, que foi o ordenador de despesas responsável por determinar a maior parte dos pagamentos relacionados ao contrato (178/2017).

 

Durante a análise, de imediato, foi detectado a provável duplicidade de itens licitados. Os valores apontam que R$ 249.451,00 em custos executados no contrato 178/2017, que já constavam como executados no contrato 5979/2012, porém foram executados novamente de forma integral ou parcial.

 

Ainda conforme as investigações, se somados o valor do contrato nº 5979/2012 (R$ 1.208.321,93), com o valor pago no contrato nº178/2017 (R$1.096.248,81), chega-se ao valor total de R$ 2.304.570,74, para uma obra que tinha como custo inicial R$ 1.432.300,00, ou seja, uma diferença de R$ 872.270,74, superando em pouco mais de 60% do valor inicialmente licitado em 2012.

 

Em nota à imprensa, a Prefeitura de Cuiabá informou que cumpriu a decisão de fastamento do secretário Alex Vieira. Outras medidas adotadas pela gestão serão anunciadas ao longo do dia. " A Prefeitura de Cuiabá informa que vai dar cumprimento à ordem da juíza da Sétima Vara Criminal na data de hoje (23/6), que determinou o afastamento cautelar do secretário de Educação, Alex Vieira Passos", diz a nota. 

 

Busca e apreensão 

Busca e apreensão, bem como o bloqueio de bens foram decretados pela 7º Vera Criminal de Cuiabá. Os mandados estão sendo cumpridos na Capital, em Várzea Grande e Campo Grande (MS). Agora, localizar novos elementos que vinculem os suspeitos às empresas, bem como documentos que indiquem a prática de atos ilícitos antecedentes à lavagem de capitais, vez que restou identificado movimentação suspeita de R$ 1 milhão. 

 

As investigações indicam o cometimento dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa, cujas penas somadas ultrapassam os 20 anos de reclusão.

 

A operação coordenada pela delegada da GCCO, Juliana Chiquito Palhares e o delegado da Deccor, Luiz Henrique Damasceno, responsáveis pelas representações das medidas, conta com a participação de nove delegados de Polícia, 40 investigadores e dez escrivães. Além disso, conta com o apoio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo Armado de Repressão a Roubos a Banco e Resgate a Assaltos (Garras).

 

Para os delegados titulares das unidades envolvidas, Eduardo Augusto de Paula Botelho e Flávio Henrique Stringueta, a ação conjunta reforça o sentimento de unidade da Polícia Civil no combate à criminalidade.

 

 

Origem do nome 

O nome Overlap indica a sobreposição de itens licitados, pois as investigações apontaram duplicidade nas licitações identificadas, fazendo com que o município pagasse duas vezes pelo mesmo serviço. (Com informações da Assessoria de Imprensa) 

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Comentários

Joao da Silva - 23/06/2020

Tai porque não tinha dinheiro pra pagar adicional de periculosidade aos vigilantes nem as horas extras devidamente trabalhadas, essa é a gestão humanizada!

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