Publicidade

Cuiabá, Domingo 28/06/2026

Política de MT - A | + A

Sucessão na Câmara 28.06.2026 | 17h52

'Eles disseram que não iriam cumprir o acordo', revela Daniel Monteiro sobre data da eleição da Mesa

Facebook Print google plus
Laisa Stofel

laisa@gazetadigital

Fred Moraes/GD

Fred Moraes/GD

O vereador Daniel Monteiro (Republicanos) detalhou os bastidores da articulação e acusou abertamente o bloco adversário de se recusar a cumprir o resultado de uma votação interna realizada entre os 27 vereadores para pacificar o calendário da sucessão do atual presidente, Paula Calil (PL). As afirmações do parlamentar acontecem após novas revelações sobre quebra no acordo firmado para a votação da liderança da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá.

 

De acordo com o parlamentar, o regimento interno da Casa prevê a eleição para o dia 25 de agosto, data que colide frontalmente com a jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal (STF), que determina que o pleito ocorra apenas a partir de outubro do ano imediatamente anterior à posse.

 

"Hoje o Regimento Interno prevê o dia 25 de agosto, e o Supremo Tribunal Federal consagrou o entendimento de que tem que ser a partir de outubro. Portanto, se a gente realizar [em agosto], isso com certeza vai ser judicializado", alertou em entrevista ao Jornal do Meio-Dia desta sexta-feira (26), lembrando que o STF já derrubou uma liminar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que validava o calendário antigo.

 

Leia também - Pivetta garante compra de veículos do BRT até dia 15 de julho; 'até o fim deste ano estarão rodando'.

 

Para evitar um desgaste jurídico e a invalidação do processo, os vereadores se reuniram para definir uma nova data por meio do voto. Dois blocos apresentaram propostas concorrentes: o grupo de Daniel Monteiro sugeriu o dia 1º de outubro, proposta de autoria de Eduardo Magalhães (Republicanos), apoiada também por Maysa Leão (Republicanos). Enquanto a ala liderada pelo vereador Marlon Haddafi (Verde) defendeu o dia 5 de novembro. Ficou pactuado que a data que recebesse o maior número de apoios seria formalizada.

 

"A gente decidiu que quem tivesse mais votos ficaria com a data. A gente ganhou o 1º de outubro. Na hora em que a gente ganhou a eleição, eles falaram que não iam cumprir. Durma com esse pesadelo, eles não vão cumprir", disparou Daniel, evidenciando o racha no parlamento cuiabano.

 

O vereador criticou a postura dos colegas de parlamento, que voltaram atrás no compromisso logo após a apuração do resultado interno. Segundo ele, os adversários não esperavam sair derrotados na contagem de votos da reunião e decidiram ignorar o consenso que havia sido desenhado para sanar a ilegalidade apontada pelo STF.

 

"A gente ganhou, e eles não contavam que nós ganharíamos. E aí, na mesma hora, no mesmo dia, disseram na nossa frente, na segunda-feira, que não iriam cumprir o acordo", concluiu.

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Publicidade

Edição digital

Domingo, 28/06/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.