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financiamento de r$ 1,5 bilhão 01.07.2026 | 14h27

Empréstimo para construção de casas divide opiniões na AL; 'eleitoreiro' e 'necessário'

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Montagem GD

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O projeto do governo de Mato Grosso, que autoriza a contratação de um empréstimo para financiar a construção de cerca de 60 mil moradias, começou a dividir opiniões entre os deputados estaduais. Enquanto parlamentares da base defendem a operação de crédito como necessária para ampliar os investimentos em habitação, a oposição critica o envio da proposta às vésperas do período de restrições eleitorais e classifica a medida como eleitoreira.

 

O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), afirmou que a tramitação dependerá da disposição dos deputados em votar a matéria ainda nesta semana. Segundo ele, há um prazo para aprovação de projetos que podem sofrer restrições em razão do calendário eleitoral.

 

“Nós vamos fazer hoje, talvez amanhã, sexta. Se tiver necessidade de mais sessões. Mas o prazo eleitoral para uma série de projetos é, acho que, dia 4. Então, o que tiver que ser aprovado em termos de legislação, que tenha impedimento eleitoral, até sexta-feira. Vai depender da base do governo. É um projeto que precisa fazer uma dispensa dentro da Assembleia. Vamos ver se apresenta a dispensa hoje. Se tiver quórum e vontade por parte dos deputados de aprovação, a gente vai tocar. Não havendo, não é um projeto que tenha essa urgência toda para ser aprovado até hoje”, afirmou.

 

O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) disse ser favorável ao programa habitacional, mas ponderou que o parlamento deveria ter mais tempo para analisar a proposta, encaminhada há sete dias.

 

“É um projeto importante para Mato Grosso. A finalidade é construir cerca de 60 mil casas. Não tem motivo para que o governo enviasse em cima da hora, para o parlamento acompanhar melhor. Todo deputado tem interesse em saber onde serão feitas as casas. É uma parceria boa, mas poderíamos estudar melhor. Fazer aprovação em uma semana não é confortável para a Assembleia”, avaliou.

 

Já o deputado Wilson Santos (PSD) declarou voto favorável ao empréstimo e afirmou que operações voltadas para infraestrutura e habitação merecem apoio.

 

“Empréstimo tem meu voto. Tudo que tiver relação com estradas, casas e investimentos tem meu apoio. O governador assumiu recentemente, há três ou quatro meses. Ele quer fazer dinheiro para investimento. Não tem como postergar a discussão. O dinheiro vem de banco público, com taxas de mercado acessíveis. Irei apoiar”, declarou.

 

Na oposição, o deputado Valdir Barranco (PT) criticou duramente a iniciativa, alegando que o governo não priorizou políticas habitacionais ao longo dos últimos anos e agora pretende deixar a dívida para a próxima gestão.

 

“É um projeto eleitoreiro. O atual governador, que foi vice do Mauro Mendes, acompanhou e viu que Mauro nunca teve compromissos com políticas habitacionais no estado, mesmo com o Fethab e fechando os cofres com superávit. Agora, para entregar o mandato dele, vem pedir empréstimo, deixando conta ao próximo gestor. É uma irresponsabilidade grande dele e de quem votar. Não é que eu não concorde com políticas habitacionais, mas é descabido, a essa altura do campeonato, tomar empréstimo deixando conta ao outro gestor.”

 

Também favorável ao projeto, o deputado Eduardo Botelho (MDB) rebateu as críticas de cunho eleitoral e afirmou que atender à população também faz parte da atividade política.

 

“Eu acho que tudo é eleitoral. Atender o povo também é. Sou a favor do empréstimo. Acho que temos déficit habitacional, algo com que o governo precisa se preocupar. Sou favorável à aprovação.”

O projeto 

O governador Otaviano Pivetta encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que autoriza o Estado a contratar um financiamento de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal para garantir a continuidade dos investimentos em infraestrutura, ampliar a atenção básica de saúde nos municípios e viabilizar a construção de 60 mil moradias pelo programa SER Família Habitação, substituindo recursos que deixarão de existir no fim do ano sem comprometer o ritmo de obras, como rodovias e pontes, destacando que Mato Grosso possui capacidade fiscal para assumir a operação de crédito.

 
 
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