DEU EM A GAZETA 15.08.2026 | 07h00

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Otmar Oliveira
Com a presença da segurança pública nas urnas, Mato Grosso tem 18 policiais com candidaturas registradas na Justiça Eleitoral neste ano. De partidos de direita, a maioria concorre a deputado federal e estadual, sendo dois que tentam reeleição no Congresso: os deputados federais Coronel Assis e Coronel Fernanda, ambos do Partido Liberal (PL).
Eleito em 2022 pelo União Brasil, Assis vem pautando sua atuação no Congresso Nacional com o foco nas forças de segurança, consideradas tema central nessas eleições. Em 2026, o deputado ganhou destaque ao assumir a relatoria da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata sobre a redução da maioridade penal. Já a Coronel Fernanda é procuradora da Mulher na Câmara e para além da segurança pública, centra sua atuação também no agronegócio. Também do PL está na disputa o vereador de Cuiabá, Rafael Ranalli.
Nome conhecido que concorre à federal é o do ex-secretário de Segurança de Mato Grosso, coronel Cesar Roveri (Pode), que esteve à frente da pasta desde 2023. Nos discursos e nas redes sociais, o candidato tem salientado os resultados alcançados enquanto secretário, como valorização da carreira militar e as ações em torno do programa Vigia Mais MT. Outro policial na chapa do Podemos que concorre a federal é o delegado Fred Murta, um dos mais beneficiados no financiamento coletivo, as chamadas vaquinhas virtuais, no qual já recebeu quase R$ 30 mil. Os demais policiais que disputam são Cabo Kelvin (Democrata), Cabo Menegatti (Novo) e Sargento Andréia Andrade (Democrata).
Para estadual, Mato Grosso tem mais sete policiais nessas eleições, tendo como nome mais conhecido o do deputado Elizeu Nascimento (Novo), que tenta reeleição. Em busca de seu terceiro mandato na Assembleia, o parlamentar foi alvo de uma operação deflagrada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), em abril, para investigar um suposto desvio de emendas parlamentares. Outros que concorrem a estadual: Wlad Mesquita e Cabo Vieira, pelo Republicanos; Pastor Sargento Gualterney e Sargento Jucá, pelo Novo; Sargento Casarin (Pode) e Sargento Salameico (PSDB).
Ao Senado, está na disputa Coronel Darwin (Democrata), em sua primeira eleição. Único policial que disputa vaga ao governo do Estado, o sargento Laudicério Machado (Agir) não tem registro na Justiça Eleitoral, porém já confirmou sua candidatura ao Paiaguás e se coloca como grande defensor dos servidores públicos. Outro que ainda não teve registro mas já confirmou a indicação a deputado estadual é o policial e defensor da causa animal, Sargento Vidal (MDB).
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Gilston - 15/08/2026
DFepois que chegam lá no topo, ele se esquecem de lutar pela soldado. Todos sabem que Coronel Fernada ecoronel assis não fez nada para os soldados, nunca vinheram no gabinete do governador pedir melhoria para os soldaddos cb e sgt. Estes politicos militares só ficam falando em presidiario Bolsonaros e se esquecem do povo. Um vez encontrei deputada fernado no mercado comper e pedi pra ele falar com governador pra melhorar os salario dos praças RESPOSTA é que ele é dep federal e quem tem fazer isso é dep estadual.
Eleitor atento - 15/08/2026
A reeleição dos deputados de direita é questionável se o eleitor priorizar: Eficiência no uso de dinheiro público — ambos estão entre os maiores gastadores de MT, com R$ 1,6 mi cada em 3,5 anos, sem retorno legislativo proporcional; Produção legislativa concreta — nenhum PL de ambos virou lei; a taxa de conversão é próxima de zero; Racionalidade de gastos — R$ 762 mil em divulgação (Assis) e R$ 97 mil em segurança privada (Fernanda) são itens que merecem escrutínio; Governabilidade — se o eleitor de MT valoriza deputados que ajudam a aprovar pautas para o estado, ambos votam contra o governo na maioria das vezes; Em resumo: são deputados caros com baixo retorno legislativo. Seu principal "produto" é a oposição ao governo federal, que tem valor político legítimo — mas custa caro ao contribuinte mato-grossense. A decisão racional depende do que o eleitor de MT valoriza mais: posição ideológica ou resultado prático com dinheiro público.
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