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‘SEM JUSTIFICATIVA’ 09.07.2026 | 11h47

Paula nega favorecimento à base no Executivo; 'tem projeto de minha autoria que teve veto'

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Laisa Stofel e Fred Moraes

redacao@gazetadigital.com.br

Fred Moraes/ GD

Fred Moraes/ GD

A presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), negou as acusações de que o Executivo municipal estaria vetando projetos de parlamentares da oposição para favorecer a base de apoio do prefeito Abílio Brunini (PL). Segundo ela, as decisões têm caráter estritamente jurídico e técnico, tanto que suas próprias propostas já foram alvo de veto.

 

A declaração ocorre após a vereadora Maysa Leão (Republicanos) afirmar, em entrevista à Rádio Cultura, que os vetos seriam uma forma de o prefeito “dar o recado” e impor obediência.

 

“Acontece que os projetos dos vereadores estão sendo vetados sem razão jurídica para isso. A gente tem tido sessões com cinco vetos de projetos da base que não têm justificativa alguma. Então é o recado que ele dá. ‘Ou me obedece ou você vai ter isso’”, declarou Maysa à rádio.

 

Leia também - Vereadora revela mudança em tratamento e 'prioridade' para projetos de aliados de Paula no Alencastro

 

A parlamentar, que atua na oposição ao Executivo, também afirmou que a base de apoio do prefeito na Casa está ruindo devido ao comportamento do gestor.

 

“Teve momentos em que o Abílio teve 20 vereadores na base. 20 vereadores apaixonados, consolidados e dispostos a defendê-lo até a morte, mas foram todos desprestigiados. E esses vereadores que atrás estavam muito empolgados e apoiando, o que eles viram? Indicações deles que, na hora em que a indicação ia lá e acontecia, o prefeito dava o crédito para outra pessoa. Então eles cansaram de fazer a parte deles e ele não faz o retorno. Foi assim que essa base derreteu”, concluiu.

 

Para Paula Calil, o processo de vetos deve ser encarado com naturalidade. Ao rebater as afirmações de Maysa, ela enfatizou que a Procuradoria-Geral do Município (PGM) não faz distinção política ao analisar os textos.

 

“Não acredito nisso porque tem projeto de minha autoria que teve um veto do executivo e a gente debateu aqui e eu votei pela derrubada do veto. Então não há de ser base e oposição. Eu acredito que a Procuradoria-Geral do município avalia a parte jurídica, a legalidade da matéria. Não há caminho para esse lado de quem é base, de quem é oposição”, defendeu Paula em coletiva nesta terça-feira (07).

 

Apesar da defesa da presidente, as queixas sobre o tratamento do Executivo aos parlamentares não se limitam à oposição. A vereadora Michelly Alencar (União), mesmo sendo apoiadora do prefeito, declarou que os parlamentares desalinhados com a atual presidência da Casa enfrentam barreiras para avançar com suas pautas.

 

“Eu tenho, às vezes, algumas dificuldades. A prioridade é de quem está no grupo da Paula, que é o grupo pelo qual o prefeito tem uma simpatia maior”, afirmou Michelly na última semana.

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