PARTICIPOU DA EXPOMINÉRIO 29.11.2025 | 17h01

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Assessoria
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Fávaro, participou nesta sexta-feira (28.11) da Expominério 2025, em Cuiabá. Durante o evento, ele percorreu a feira e gravou o Podcast Mineral, destacando a relação direta entre mineração e produção de alimentos no Brasil, uma conexão que, segundo ele, ainda é pouco compreendida pela população em geral.
Fávaro ressaltou que o Brasil se tornou um dos maiores produtores agrícolas do mundo graças à aplicação da ciência nos solos e ao uso de minerais como calcário e fosfatos. Esses insumos foram fundamentais para corrigir a acidez do solo e neutralizar o alumínio tóxico, tornando produtivas áreas antes improdutivas.
“O Cerrado brasileiro só se tornou uma potência agrícola porque a pesquisa identificou como corrigir o solo. E isso só foi possível graças à mineração”, afirmou.
Ele citou estados como Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Bahia e Piauí, que são referências na produção de grãos, mas que só alcançaram esse status após décadas de investimentos em correção e fertilização do solo.
“Quando você tem um solo corrigido e estruturado até 1,40 metro de profundidade, mesmo com estação seca rigorosa, a planta se mantém viva e produtiva. Isso é mineração na veia”, disse.
O ministro também abordou a imagem pública do setor mineral, frequentemente prejudicada por generalizações. Segundo ele, assim como o agronegócio, a mineração é afetada pela atuação de uma minoria irregular, mas a grande maioria do setor trabalha de forma responsável.
“A maioria quer trabalhar certo e dentro das regras. Esse setor gera emprego, renda, tecnologia e precisa ser reconhecido como estratégico”, afirmou.
Fávaro também tratou do licenciamento mineral, considerado um dos maiores gargalos do setor. Hoje, a espera por uma autorização pode ultrapassar dez anos, o que, para ele, inviabiliza investimentos.
“Um empreendedor não pode esperar uma década para começar a produzir. Precisamos de processos mais ágeis, com segurança jurídica, mas sem burocracia que inviabilize negócios”, destacou.
O ministro defendeu o uso de tecnologias como digitalização e inteligência artificial para acelerar as análises no governo federal e nos estados. Iniciativas já testadas em Mato Grosso podem servir de modelo para o país, segundo ele.
Sobre a segurança alimentar, Fávaro foi claro: a mineração é essencial para o agronegócio. O Brasil importa 92% do potássio que consome e metade do fósforo, o que cria vulnerabilidades diante de crises externas.
“Sem calcário, sem fosfato, sem potássio, não existe agricultura. É simples assim”, afirmou. Ele destacou que o país busca alternativas, como remineralizadores de solo e novas fontes minerais.
Ao final da visita, Fávaro elogiou a Expominério, destacando o papel do evento em dar visibilidade a um setor que, historicamente, tem sido pouco compreendido.
“A Expominério mostra que a mineração brasileira é moderna, inovadora e necessária. Quem vê de perto percebe que esse setor é técnico, responsável e essencial para o desenvolvimento”, afirmou.
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