Investiu menos de 3% 04.04.2026 | 13h00

redacao@gazetadigital.com.br
Tony Ribeiro/TCE-MT
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE), Sérgio Ricardo, defendeu um olhar mais social por parte do governo do Estado e apontou falhas na destinação de recursos para habitação, especialmente os provenientes do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Após a posse de Otaviano Pivetta (Republicanos) como governador, Ricardo ponderou que, apesar dos avanços em infraestrutura, o Estado poderia ter investido mais em políticas sociais.
Segundo o conselheiro, uma das principais críticas à gestão do ex-governador Mauro Mendes (União) reside justamente no foco excessivo em obras, como pontes e asfalto, em detrimento de áreas como a moradia popular. Para o presidente da Corte de Contas, a baixa aplicação dos recursos destinados ao setor contribui diretamente para o aumento do déficit habitacional.
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“O governo priorizou muito a infraestrutura, fez muita ponte, muito asfalto, mas poderia cuidar mais do social. Se você observar a sigla, tem ‘HAB’, que é habitação. Em 2025, o Fethab arrecadou quase R$ 4 bilhões. O governo deveria ter investido cerca de 16% em habitação, o que daria quase R$ 900 milhões, mas aplicou apenas 2,8% , menos de R$ 100 milhões”, criticou.
Apesar do alerta, o presidente do TCE reconheceu que a gestão estadual anterior apresentou resultados positivos, especialmente na logística. “O governo Mauro Mendes foi um grande governo, um dos melhores das últimas décadas; um governo de realizações que entregou muito”, avaliou.
Ele também comentou sobre obras ainda em andamento, como o BRT e a intervenção no Portão do Inferno. Segundo Sérgio Ricardo, há expectativa de conclusão para os próximos meses.
“Já está definido que o Portão do Inferno será com túnel, e a obra do BRT deve ser finalizada em cerca de três meses”, afirmou.
Por fim, o conselheiro informou que o órgão está elaborando um plano estratégico de longo prazo para o Estado, batizado de "Mato Grosso 2050", com metas que serão cobradas das próximas gestões.
"Vamos estabelecer metas e cobrar dos governos futuros o cumprimento, para evitar situações como essa, em que se arrecada muito para habitação e se investe pouco”, concluiu
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