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EMENDA à pec 6X1 22.05.2026 | 15h10

Coronel confronta deputada e defende 'acordo com patrão'; 'Erika Hilton já trabalhou um dia na vida dela?'

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Laisa Stofel

laisa@gazetadigital

Reprodução / Câmara dos Deputados

Reprodução / Câmara dos Deputados

Em suas redes sociais, a deputada federal Coronel Fernanda (PL) rebateu as críticas feitas por parlamentares de esquerda, como a deputada Erika Hilton (PSOL), após a assinatura de uma emenda apresentada pelo deputado Sérgio Turra (Progressistas). A proposta prevê um período de transição de dez anos na alteração da escala 6X1 e abre brecha para a negociação da jornada de trabalho.

 

A polêmica começou devido à possibilidade de aumento na carga horária a partir de acordos coletivos ou individuais com as empresas. A jornada, que diminuiria para 5 dias na semana e seria limitada a 40 horas semanais, poderia chegar a até 52 horas para o trabalhador “poder ganhar mais”, segundo a conservadora.

 

“Cada categoria vai ter o direito de discutir se quer aquela carga horária ou uma maior. É isso que ele (Sérgio Turra) está colocando aqui. O acordo não poderá ultrapassar 30% a mais do que está previsto na lei. Ele está deixando em aberto para que as categorias discutam de forma coletiva. Não está obrigando ninguém a trabalhar mais”, argumentou a liberal.

 

Leia também - Deputados votam pelo fim da 6x1, mas só daqui a 10 anos; entenda condições.

 

No vídeo, Fernanda provocou a adversária política: “Quero saber se a Erika Hilton já trabalhou um dia na vida dela. Eu acredito que não, mas esse é o problema dela. Nós assinamos para o projeto ir para o plenário; ele tem que ser discutido. Não dá para ficar só nos bastidores ou falando na internet. Venha defender no plenário mesmo”.

 

A coronel reforçou que o texto faz parte das propostas em discussão no Congresso Nacional e que seu apoio serviu apenas para garantir o debate em plenário. Após a assinatura do documento, críticos à medida, assim como Hilton, passaram a se manifestar intensamente nas redes sociais contra os 171 deputados favoráveis.

 

“Ele (Sérgio Turra) não está obrigando ninguém a trabalhar mais. Ele só está dizendo no projeto de lei dele que as partes podem acordar, mas não podem ultrapassar esse limite. Isso vai depender do trabalhador. É um projeto, gente, não é lei. As assinaturas servem para que a matéria tramite no plenário, não para que seja aprovada automaticamente”, defendeu-se.

 

Além de Coronel Fernanda, outros deputados federais de Mato Grosso assinaram o texto, como José Medeiros (PL), Rodrigo da Zaeli (PL), Nelson Barbudo (Podemos) e Juarez Costa (Republicanos). Já o deputado Fábio Garcia (União Brasil) assinou somente a emenda apelidada como “bolsa patrão”.

 

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